domingo, 17 de dezembro de 201717/12/2017
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POLÍTICA
'The Telegraph': "O legado olímpico deixou o Brasil cansado da política populista'', diz Marina Silva
Confira:
Eu Amo Garanhuns /Jhonathas W. Oliveira Garanhuns - PE
Postada em 08/11/2017 ás 10h23
'The Telegraph':

EX-SENADORA MARINA SILVA

O jornal britânico The Telegraph nesta terça-feira (7) publicou uma entrevista feita com a candidata a presidência e ambientalista Marina Silva. Ela fala sobre a decepção do legado olímpico para os brasileiros e analisa cenário político e econômico atual do país. 


"Rio 2016 foi uma "grande frustração" para o povo brasileiro em meio a um contínuo escândalo de corrupção e crescente populismo que ameaça piorar uma longa crise política, afirmou Marina Silva, candidata a presidência e ativista ambientalista que atualmente ocupa o terceiro lugar como favorita para vencer as eleições do próximo ano.


Marina disse ao Telegraph "que os Jogos Olímpicos foram um exemplo de prioridades mal colocadas diante de necessidades fundamentais mais urgentes. O evento, que aconteceu dois anos depois que o Brasil também recebeu a Copa do Mundo, não conseguiu cumprir as melhorias prometidas, enquanto o país ficou atolado no escândalo político. Infelizmente, toda a expectativa criada em torno do que poderia ter deixado um grande legado para a sociedade brasileira - em termos de mobilidade urbana, transportes, valores ambientais, maiores possibilidades de turismo - não aconteceu".


Ao Telegraph, Marina fala sobre a decepção do legado olímpico para os brasileiros e analisa cenário político e econômico atual do país


Ao Telegraph, Marina fala sobre a decepção do legado olímpico para os brasileiros e analisa cenário político e econômico atual do país


"Hoje, uma boa parte das instalações construídas para as Olimpíadas foram abandonadas, causando grandes perdas."


"O Brasil é um país com muitos problemas com saúde, educação, segurança, saneamento. As pessoas certamente gostariam de ver aqueles bilhões e bilhões usados ​​para resolver seus problemas. Esta foi uma grande frustração para o povo brasileiro".


"No Brasil, como no resto do mundo, temos uma onda de populismo da esquerda e da direita", disse Marina Silva, que serviu como ministro do meio ambiente sob Lula e cujo partido da Rede Sustentabilidade funciona em uma plataforma ambiental.


"Este é um fenômeno que está acontecendo em todo o mundo com sérios custos para a América Latina. Brasil e Venezuela estão pagando um preço alto por isso ".


"A sociedade brasileira quer ver o país limpo, mas também há outros problemas sérios. O tema da corrupção é importante, mas a sociedade também desejará compromissos fortes em outras áreas prioritárias. Espero que a luta contra a corrupção possa ter peso na decisão das pessoas, precisamente para que não voltemos para aqueles que agora estão sendo investigados ".


Um fator igualmente importante provavelmente será a recuperação econômica do país depois que o Brasil sofreu seu pior momento político e econômico, durante o impeachment de Dilma Roussef. Os problemas, disse Silva, começaram com as medidas tomadas pelo governo para estabilizar a economia durante o acidente financeiro de 2008 com preços controlados e programas de assistência social.


"O problema é que depois, quando foi necessário encerrar essas medidas, o governo manteve as mesmas coisas para manter a popularidade e ganhar novamente em 2010", disse ela.


"Nossos problemas são problemas que foram criados por políticas ruins. Não fomos vítimas de nenhuma catástrofe. A maioria não discute um projeto para o país, mas um projeto de poder.Eles não falam sobre o que é melhor para o país".


"É impossível ter um campeonato de corrupção no Brasil - quem ganharia?", finalizou.


"Os partidos, que nunca se uniram para fazer nada de bom para a sociedade, se uniram contra algo que nunca deveria ter permitido: lutar contra [a investigação anticorrupção]".


No início do dia, ela disse que não era otimista nem pessimista, mas persistente na esperança de retornar o Brasil à prosperidade.


"Os problemas que temos não têm saídas mágicas, eles não têm maneiras fáceis de sair", disse ela. 


"E não será através da força, do medo ou da desconstrução dos oponentes que construiremos algo bom e positivo".

FONTE: JORNAL BRASIL / The Telegraph
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