Geral Espírito Santo
HABF realiza primeiras captações de órgãos de 2023 na unidade
Capixabas que aguardam novo ciclo de vida na fila de transplante de órgãos serão beneficiados com quatro córneas.
26/04/2023 10h35
Por: Central Fonte: Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

O Hospital Antônio Bezerra de Faria (HABF) realizou, nos dias 18 e 19 de abril, as primeiras captações de órgãos da instituição em 2023. Pacientes que aguardam novo ciclo de vida na fila de transplante de órgãos serão beneficiados com quatro córneas. O procedimento de captação foi realizado por uma enfermeira do Banco de Olhos do Hospital Evangélico de Vila Velha.

Para a enfermeira Adriana Duarte, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) do HABF, a captação reflete o engajamento da comissão com as equipes da instituição. 

“O trabalho da Cihdott precisa começar quando o paciente entra no hospital e, a partir daí, passamos a acompanhar toda a trajetória dele na instituição. Com exceção das questões culturais, o acolhimento da instituição é o que mais influencia o consentimento da família pela doação”, disse Adriana Duarte, acrescentando que, no Brasil, o transplante só acontece com a autorização de um familiar do doador.

A comissão, ainda segundo a enfermeira, precisa mostrar para a família que o paciente recebeu toda a assistência possível do hospital. “Quando a família percebe que todo o possível foi feito, como a organização do dia a dia, de processos, exames, a higienização do ambiente, pesquisas mostram que há grandes chances para a autorização da captação. Uma família que chega ao leito e percebe o cuidado e o empenho da equipe no atendimento pode ter uma aceitação melhor na abordagem para a captação”, ressaltou a enfermeira. 

Adriana Duarte destacou ainda que, quando a família tem a percepção do trabalho e do esforço assistenciais em benefício do paciente, o hospital evita a desconfiança dos familiares, como se o paciente só tivesse valor após o óbito. “Quando há essa percepção de que agora, no pós-morte, ele tem valor é porque faltou alguma coisa ao longo da internação”, apontou.

A coordenadora da Cihdott do HABF explicou que esse resultado foi obtido após uma reorganização dos processos da comissão. “Abrimos mais a comissão para quem quiser ir além de suas obrigações profissionais cotidianas e se engajar nessa causa. Sabemos que é difícil. Fizemos treinamento sobre a ficha de notificação de óbito, documento importante que vai apontar se o indivíduo é viável ou não para a captação. Reorganizamos para a comissão ajudar quem está na ponta, fazendo a assistência”, disse.

Ela pontuou ainda que o trabalho de captação de órgãos evidencia a responsabilidade social da instituição. “O hospital é uma ponte que comunica dois ciclos: um que está se encerrando e outro que está recomeçando, e recomeçando com qualidade de vida”, refletiu Adriana Duarte.

A córnea é um tecido transparente que fica na parte da frente dos olhos. Se a córnea se danifica por doenças, lesões ou infecções, a pessoa pode ter a visão bastante reduzida ou até perdê-la, sendo necessário o transplante do tecido doente pelo sadio. Cada doação beneficia duas pessoas na fila de transplante.

 

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