O empreendedor Fernando Vavá Moraes lamenta profundamente a partida de sua prima, Lanusa Pinto de Barros, irmã de Lucemar Pinto de Barros, ex-secretária de governo do município de Quipapá, esposa de Reginaldo Barros ex-prefeito e liderança política de Quipapá, cidade localizada na zona da mata sul de Pernambuco.
Na mesma nota de pesar divulgada em suas redes sociais Fernando Vavá Moraes também lamenta profundamente a triste notícia da morte do mestre Gonzaga de Garanhuns, que faleceu na tarde desta sexta-feira (16) em decorrência de um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC-h). Gonzaga de Garanhuns estava internado no Hospital Regional Dom Moura – HRDM desde o último dia 04 de junho após ser acometido por um AVC-h.
Nota de pesar l
“Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do grande mestre cultural Gonzaga de Garanhuns, um verdadeiro patrimônio da nossa história e cultura. Garanhuns e Pernambuco estão de luto, pois perdem um ícone da sua cultura. O mestre Gonzaga de Garanhuns além de um genial cordelista e produtor cultural com seu tradicional e folclórico reisado era sem dúvida um grande cidadão de Garanhuns, com seu trabalho cultura elevou o nome de nosso querida cidade. Aqui registro os meus mais sinceros sentimentos de pesares e minha solidariedade a família de Gonzaga de Garanhuns, que na década de 70 fez parte do time de colaboradores de meu pai, o saudoso Vavá Moraes. Gonzaga de Garanhuns que inclusive produziu um cordel em homenagem a meu pai, contando de forma poética sua trajetória como empreendedor de nossa amada Garanhuns”, comentou Fernando Vavá Moraes.
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Lamentavelmente recebi duas notícias muito triste nesta sexta-feira, 16 de junho, uma delas foi a partida de minha prima Lanusa Pinto de Barros, irmã de Lucemar Pinto de Barros, e cunhada de Reginaldo Pinto de Barros, que foi prefeito por diversas vezes da cidade de Quipapá, ambos deixaram o seus nomes marcados na história e memória dos moradores daquela cidade pelos relevantes serviços prestados a comunidade”, destacou Fernando Vavá Moraes.
Aqui externo meus mais profundos e sinceros sentimentos de pesares aos filhos e netos de minha prima, Lanusa, assim como a todos os meus famílias que estão enlutados com sua passagem para o descanso eterno. A vida é um sopro do Divino, que em sua insondável sabedoria nos dar essa dádiva e tem o controle de toda nossa existência em suas mãos”, finaliza Fernando Vavá Moraes.
Sobre Gonzaga de Garanhuns
O mestre Luiz Gonzaga de Lima tinha 79 anos e era intitulado Patrimônio Vivo de Pernambuco, tendo dedicado mais de 60 anos à cultura do estado.
Natural da cidade das flores, o mestre Gonzaga de Garanhuns fundou oito grupos de Reisado, dos quais quatro permanecem ativos, Gonzaga de Garanhuns era bastante requisitado nos principais festivas e eventos culturais de Pernambuco. Na edição de 2018 do Festival de Inverno da cidade, Gonzaga de Garanhuns – se apresentou com cinco grupos de reisados, sendo dois deles de amigos. O artista exibia uma disposição invejável que lhe permitia ter a generosidade de alavancar não só as suas iniciativas, mas também as de outros grupos.
LITERATURA DE CORDEL
A abrangência do seu trabalho vai além do reisado, o mestre Gonzaga de Garanhuns também era cordelista, e a sua obra como escrito de literatura de cordel alcançou territórios internacionais, tendo cordéis seus no museu Off Etnologic, na cidade de Osaka, no Japão, e no Museu Internacional da Santa Fé, que fica no Novo México, nos Estados Unidos. Junto ao poeta e cordelista Bispo, Gonzaga também promoveu a primeira Feira de Literatura de Cordel, em Garanhuns, no ano de 2011.
Quando criança, Gonzaga costumava ir às feiras públicas de Garanhuns, onde gostava de ler os cordéis pendurados nas barracas e acabava comprando alguns para ele. Ainda nessa época, começou a escrever suas próprias histórias seguindo as métricas do gênero, mas foi somente em 1973 que publicou seu primeiro cordel, intitulado “Lampião em Serrinha”.
O mestre Gonzaga de Garanhuns escreveu cerca de 350 títulos, sendo considerado um dos melhores cordelistas do Nordeste pelo holandês Joseph M. Luyten, que é pesquisador de literatura de cordel e um dos maiores divulgadores da cultura popular brasileira. Livros de Gonzaga, como “Garanhuns em Versos”, lançado em 2008 com incentivo do Funcultura, também apontam a importância da sua produção literária como fonte de pesquisa sobre a cidade.
“Meu nome pouco importa, o que eu quero ver em destaque é a cultura para o povo, para nossa terra. Muita gente diz que eu divulguei Garanhuns mais do que todo mundo, porque eu amo a minha cidade. Para mim, não existe outra igual”, conclui ele, um homem que encontrou nas suas paixões um jeito de acrescentar ao lugar onde vive.