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Mais comum a partir dos 50 anos, câncer de mama também acomete mais jovens

As alterações biológicas ocasionadas pelo envelhecimento e a exposição aos fatores de risco ao longo da vida são causas importantes para o aparecimento do câncer de mama. É mais comum a partir dos 50 anos, mas também acomete mulheres mais...

25/10/2021 às 09h45
Por: Central Fonte: Secom Pará
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As alterações biológicas ocasionadas pelo envelhecimento e a exposição aos fatores de risco ao longo da vida são causas importantes para o aparecimento do câncer de mama. É mais comum a partir dos 50 anos, mas também acomete mulheres mais jovens em consequência de uma predisposição genética hereditária. Estima-se que cerca de 6% dos casos ocorram antes dos 40 anos, 2% são carcinomas ductaisin situs, que são tumores curáveis, localizados nos ductos mamários, e 4% são carcinomas ductais invasores, conforme os dados mais recentes publicados na Revista American Cancer Society em 2019.

A possibilidade de adquirir mutações é elevada quando se vive por mais tempo. Segundo a mastologista do Hospital Ophir Loyola, Franciane Rocha, os tumores de mama são mais frequentes na quinta década de vida como resultado de mutações somáticas provocadas por diversas causas. 

“A idade é um fator de risco muito importante, quanto mais madura a mulher maior a tendência. Isso porque ela fica mais sujeita a mutações genéticas e aos erros de correção do DNA”, explica.

As alterações genéticas, não herdadas, surgem em decorrência da exposição aos fatores de risco ao longo do tempo, como ambientais, comportamentais, endócrinos e reprodutivos, genéticos e hereditários, e contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama. Após o câncer de pele não melanoma, é o tipo de câncer mais incidente na população feminina brasileira, atingindo um homem a cada 100 mulheres. A doença varia de pessoa para pessoa, tem subtipos, perfis moleculares e agressividades diferentes que exigem um tratamento personalizado.

No mês de julho deste ano, Odileide Coimbra, 56 anos, moradora do município de Bujaru, recebeu o diagnóstico e foi submetida no último sábado (16) a uma mastectomia radical. Após fazer uma ultrassonografia, o médico notou algo estranho e a encaminhou para a realização da biópsia. 

“Todos os anos fazia meus exames, quando atestou nem acreditei. Tinha muito medo dessa doença. Fui encaminhada ao Ophir Loyola e espero ficar bem com a cirurgia”, disse.

Em 2020, o Hospital Ophir Loyola, referência em oncologia, atendeu cerca de 1.030 pacientes com neoplasia mamária. De janeiro a agosto de 2021, 927 pacientes foram assistidos na instituição de saúde. O maior número de casos foi registrado em mulheres com idade entre 51 e 60 anos (28%), seguidas por aquelas com 41 a 50 anos (27%) e 61 a 70 anos (17%). 

Segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o rastreamento a partir da mamografia pode reduzir a mortalidade em cerca de 20% nas mulheres com idade entre 50 e 69 anos. Nas mulheres jovens, é difícil identificar precocemente o câncer a partir do referido exame.

“A mamografia é indicada para uma mama já em lipossubstituição, ou seja, uma mama mais gordurosa. Assim, não é bem avaliada na mama da mulher jovem por ser densa e apresentar maior risco de uma lesão mamária difusa. O diagnóstico tardio atrasa o início do tratamento e repercute de forma negativa nas prováveis consequências da doença, ou seja, impacta no prognóstico”, alerta a mastologista do HOL.

Há quatro anos, Cristiane Mota, 40 anos, sentiu um nódulo ao realizar o autoexame. A mamografia não conseguiu fechar um diagnóstico, a mama estava muito densa. “O caroço que senti no toque, nem apareceu no exame. Fiz novamente a mamografia e a ultrassom que atestou alguma coisa, a médica pediu a biópsia, era câncer. Já passei por cirurgia, quimioterapia e radioterapia”, contou.  

 

Acompanhamento 

Franciane Rocha explica a diferença entre a mamografia de rastreio e a mamografia diagnóstica. Enquanto na primeira, a mulher não tem sintoma algum, mas faz apenas como se fosse um exame preventivo, a segunda é realizada na presença de um sinal ou sintoma, como dor, assimetria mamárias, descarga papilar, e a mulher não deve esperar a idade indicada. 

“Para aquelas mulheres que tiverem antecedentes familiares de câncer de mama, como a mãe e irmã, é indicado o rastreio a partir dos 35 anos. Em geral, o exame clínico deve ser feito aos 40 anos e depois o rastreio, a partir dos 50 anos, com uma mama mais gordurosa”, afirma a especialista.

A ideia de que os tumores de mama são mais agressivos nas mulheres jovens não é uma verdade absoluta. “Existem casos de pacientes jovens com tumores de crescimento lento, provavelmente o perfil do câncer mais agressivo ocorre não devido à idade, mas por causa do tipo mais comum na população abaixo dos 40 anos, o triplo-negativo. Um tipo histológico que cresce e se espalha bem mais rápido, apresentando mais dificuldade no tratamento”, esclarece Franciane Rocha.

É preciso focar nos fatores de risco. Aquelas pacientes que conseguem conservar o peso, ter uma atividade física regular, não fumam, não bebem, têm uma alimentação saudável, rica em frutas e legumes, têm menos chance de desenvolver o câncer de mama. O comportamento e os fatores ambientais têm um peso muito importante na evolução do diagnóstico e na evolução da doença.

Os tratamentos, tanto os mais agressivos quanto os conservadores, não vão ser indicados somente pela idade. A terapêutica é individualizada em conformidade com o tamanho, grau de diferenciação e o estadiamento no qual foi feito o diagnóstico, explica Rocha.

“Reservamos sempre o tratamento mais agressivo, em que não se pode conservar a mama, quando o tamanho do tumor excede o volume da mama, os nódulos são mais extensos e difusos e para as pacientes portadores de mutação”.

A mastologista ressalta que a prevenção é um método comportamental, a mulher pode diminuir as chances de desenvolver este tipo de câncer. “Alguns fatores de risco não podem ser modificados, como idade e o sexo, uma menarca muito precoce, abaixo dos 9 anos, uma menopausa muito tardia, histórico familiar. Mas o uso de anticoncepcionais e de terapias hormonais, ganho de peso, obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, isso está em nosso poder mudar, e assim reduzir o risco de câncer de mama”, orienta.

Por Luana Laboissiere (SECOM)
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