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Humanização e acolhimento fazem a diferença no cenário da doação de sangue

"O processo de doação de sangue é muito importante para eu sensibilizar o próprio doador", afirma a psicóloga Celyce Agrassar, da equipe do Hospital Ophir Loyola

25/11/2021 às 22h55
Por: Central Fonte: Secom Pará
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Gesto que salva vidas, a doação de sangue e os atendimentos que proporciona enfatizam principalmente a humanização e o acolhimento a pacientes que precisaram, e ainda precisam, receber bolsas e plaquetas da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), enquanto passam pelos mais diferentes tratamentos nos hospitais geridos pelo governo do Estado. 

O professor Francisco da Rocha, 36 anos, está há dois anos e 11 meses em tratamento de um tipo raro de leucemia no Hospital Ophir Loyola (HOL), e nem faz ideia de quantas vezes precisou recorrer aos estoques de sangue do Hemopa. Ele admite que, antes de precisar, não olhava com atenção o significado da doação de sangue. 

"Eu nunca me disponibilizei, como se eu nunca fosse precisar. Só que quando a minha realidade mudou, passei a ver de outra forma. Hoje posso dizer que muitas pessoas, pacientes oncológicos, hemoterápicos, dependem da generosidade de outras. Quando estamos em período de quimioterapia, um momento mais delicado do tratamento, a imunidade está sempre baixa e precisamos constantemente de transfusão de sangue e plaquetas. Já salvou minha vida, com certeza, várias vezes", afirmou.

Superação- A auxiliar administrativa Thais Cristina Souza, 35 anos, precisou de mais de 500 bolsas de sangue, entre completo e plasma separado, quando ficou 43 dias internada na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP), sendo 30 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado gravíssimo. Ela superou uma crise de Síndrome Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), doença hematológica rara e potencialmente complicadora, e deu à luz ao caçula Saulo Gabriel, em uma cesariana de emergência, aos sete meses de gestação.

"Pessoas anônimas, parentes e amigos salvaram minha vida e do meu bebê. Me sinto muito grata todos os dias. No Hemopa fui muito bem atendida e encaminhada para Santa Casa de Misericórdia do Pará. Lá também recebi todos os cuidados possíveis, de profissionais muito éticos e humanos, que tinham um olhar diferenciado a minha pessoa e ao meu tratamento. Me acolheram de uma tal forma que, com a ajuda deles, obtive uma recuperação satisfatória", relatou.

Hoje, ela e o seu "milagre”, como se refere ao filho recém-nascido, estão se recuperando bem, e mensalmente ela vai ao Hemopa para consultas de acompanhamento. "Saber que passei por tudo isso, e estar viva, me dá vontade de amar a vida e viver. Não posso ser uma doadora, mas faço campanhas quase sempre em minhas redes sociais, sempre dizendo o quanto é importante a doação de sangue, e que devolver a esperança de viver a alguém é maravilhoso", reforçou Thais Souza.

Acompanhamento- Celyce Agrassar, psicóloga responsável pela Hematologia no HOL, garante que a humanização é extremamente importante nos casos em que os pacientes necessitam de bolsas de sangue e plaquetas. "A humanização visa a esse olhar de acolhimento, de proximidade com o outro. A gente identifica também que esse processo de doação de sangue é muito importante para eu sensibilizar o próprio doador, que ele precisa conhecer também um pouco da própria pessoa que necessita. Estreitar essa relação, facilitando muitas das vezes que a campanha inicie com os próprios familiares dos pacientes que estão vivenciando, que estão observando a necessidade, para que futuramente possamos alcançar mais e mais pessoas nessa cultura da doação de sangue, que é possível nessa própria atitude de forma voluntária", detalhou.

A psicóloga avaliou que o tratamento humanizado influencia na cura do paciente. "As mais diversas preocupações surgem, e não apenas o do adoecer. É importante que tenhamos essa proximidade, esse acolhimento, esse olhar humanizado. Compreender que o paciente não é limitado apenas a uma doença; ele é um ser humano que envolve outras perspectivas. Dessa forma, conseguimos ampliar o nosso cuidado. Se eu não me restrinjo só à doença, consigo olhar um todo, consigo ter aspectos sociais envolvidos, consigo cuidar de aspectos psicológicos que emergem diante do paciente", completou Celyce Agrassar.

Por Carol Menezes (SECOM)
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