Medidas para melhorar o diagnóstico e o tratamento do Mal de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia foram defendidas por especialistas em audiência pública da Câmara Legislativa, realizada nesta segunda-feira (14). De autoria do deputado Robério Negreiros (PSD), a iniciativa faz parte da campanha Fevereiro Roxo, cujo objetivo é dar visibilidades a essas patologias. Segundo o distrital, apesar de serem crônicas e incuráveis, o tratamento na fase inicial dessas enfermidades evita complicações. “É mais do que necessários alertarmos a todos sobre a questão do diagnóstico precoce”, frisou Negreiros.
Segundo o defensor público Ramiro Sant’Ana, o direito a diagnóstico e tratamento céleres nem sempre é observado pelo sistema público de saúde. Ele explicou que a Defensoria Pública oferece assistência jurídica gratuita especializadas, a fim de garantir, ao paciente, “desde a mais básica consulta até o acesso de medicamentos de alto custo”. A presidente da Sociedade de Reumatologia de Brasília, Jamille Carneiro, defendeu melhoria na capacitação dos médicos da atenção básica para o devido diagnóstico e tratamento. Ela também defendeu ampliação do “arsenal de medicamentos”, a reposição de médicos reumatologistas na rede, bem como a disponibilidade de exames laboratoriais mais complexos.
O presidente da Associação Nacional de Fibromiálgicos (Anfibro), Jorge Ramos, disse que “muitos médicos desconhecem o Lúpus e a Fibromialgia”, o que exige capacitação para o diagnóstico. Assim como ele, a representante da Anfibro da Região Centro-oeste, Márcia Caires, disse as pessoas com Fibromialgia não estão conseguindo retirar a carteirinha que garante o direito ao atendimento prioritário, conforme a lei 6801/2021, de Martins Machado. “Tem estabelecimento que nem sabe que existe essa lei”, relatou.
A educadora física Wilsineide Costa também defendeu a criação do Centro de Doenças Reumatológicas, bem como o atendimento multidisciplinar aos pacientes. “Essas doenças são paralisantes. Se houver o diagnóstico na sua fase inicial, consequentemente não vai chegar até a fase sistêmica, que é a mais grave e irreversível”, frisou. O chefe da Unidade de Reumatologia do Hospital de Base, Roberto de Souza Filho, criticou os problemas de abastecimento e acesso ao medicamento de ponta, que, segundo ele, não são necessariamente caros. “Nós temos que olhar com mais carinho para a rede pública”, afirmou.
Encaminhamentos
O distrital afirmou que cobrará da SES dados sobre as enfermidades e se colocou à disposição para estudar emendas voltadas à capacitação de profissionais da Saúde. “A discussão do tema em audiências públicas e sessões solenes é muito importante. Contem com o gabinete para todas as demandas”, ressaltou. Djane Bento agradeceu ao distrital pela audiência e por outras ações legislativas relacionadas ao tema. “Muita coisa que o deputado está fazendo em Brasília já está sendo replicado em outros estados”, afirmou.
Entre outras iniciativas, Robério Negreiro é autor da lei que inclui o Fevereiro Roxo no Calendário Oficial de ventos do DF. Segundo ele, cerca de 6 milhões de pessoas são acometidas por Alzheimer, Lúpus ou Fibromialgia no país.
Mario Espinheira - Agência CLDF