Equipamento realiza a gestão entre os usuários que necessitam de assistência e os recursos disponíveis para atendê-los
Garantir o acesso adequado à Saúde é um desafio que demanda organização e estratégia. Para cuidar do cidadão de maneira justa e equânime, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) executa, por meio da Central Estadual de Regulação, a gestão entre as pessoas que necessitam de assistência e os recursos disponíveis para atendê-las.
“Quando a busca por consultas, internações e exames especializados é superior ao número de prestadores de serviço, torna-se necessário identificar o nível de prioridade de cada paciente e direcionar, dentro do possível, a pessoa certa, no momento certo, à unidade assistencial certa”, explica Allan Denizard, médico regulador da Central Estadual.
Diante de problemas de saúde de baixa complexidade, ou seja, quando não há riscos à vida, o posto de saúde mais próximo, vinculado à atenção primária, deve ser a porta de entrada para uma consulta e uma análise iniciais. Em casos mais graves, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) acolhem as demandas espontâneas de urgência e emergência.
Os encaminhamentos obedecem a protocolos específicos. “O médico vai preencher um formulário com as informações do prontuário eletrônico e esclarecer o nível de gravidade do paciente, que, automaticamente, entra em uma fila de espera composta por pessoas com necessidades semelhantes”, afirma.
Uma vez registrado, cada caso é inicialmente analisado, de forma virtual, por médicos reguladores especialistas. Durante o processo regulatório, visualiza-se a rede hospitalar de todo o Estado. “Nós temos um olhar para os nossos 184 municípios. O objetivo é fazer que casos mais urgentes sejam presencialmente acolhidos com maior celeridade, considerando, inclusive, os princípios da territorialização. Ao identificar a prioridade de cada situação, o paciente será agendado e poderá ser encaminhado a uma policlínica, a um consórcio existente ou a uma unidade assistencial diretamente ligada à Sesa”, detalha.