
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) aprovou nesta segunda-feira (26), por meio da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a liberação comercial da vacina de origem russa denominada Gam-COVID-VAC, conhecida popularmente como Sputnik V. A medida foi anunciada pouco antes de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informar se autoriza ou não a importação do imunizante.
Após apresentação de informações por parte da União Química, que é o laboratório autorizado para fazer a produção da vacina no Brasil, a CTNBio analisou os documentos complementares da empresa União Química e deliberou pela aprovação.
Na semana passada, a CTNBio deu início à análise de biossegurança dos dados apresentados pela farmacêutica em reunião extraordinária e solicitou dados complementares sobre o método de obtenção das linhagens dos adenovírus, e os respectivos mapas dos plasmídeos, que compõem a vacina Sputnik V.
De acordo com o ministério, em linhas gerais, para que qualquer organismo geneticamente modificado seja introduzido no mercado é necessário que seja liberado para uso comercial pela CTNBio como alguns tipos de vacinas, a exemplo da Sputnik V.
A aprovação pela CTNBio aconteceu dois dias antes do prazo final. Segundo o ministro Marcos Pontes, isso ocorreu porque "conselheiros, técnicos e servidores trabalharam até nos finais de semana".