
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), responsável pelo reajuste da maioria dos contratos de aluguel vigentes no Brasil, manteve a tendência de alta e saltou 1,51% em abril, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (29), pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Com o resultado, o indicador acumula alta de 32,02% no acumulado dos últimos 12 meses, percentual que será usado para reajustar as locações com vencimento no mês de maio.
Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.200 passarão a ter que desembolsar R$ 1.584,24 (+R$ 384,24) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel. Isso sem qualquer alívio por parte do proprietário. Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel.
O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. Por isso, a variação é diferente da apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.
Diante da diferença entre os indicadores, algumas imobiliárias já passaram a utilizar a inflação oficial para reajustar os novos contratos de aluguel. Para quem deseja fugir da alta considerável, a melhor orientação é negociar a melhor forma para evitar que os pagamentos pesem no bolso de inquilinos e proprietários.