
O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (5) um programa de testes sorológicos que irá estimar, por amostragem, o percentual da população brasileira que já foi infectada pelo coronavírus.
A previsão é coletar amostras de 211.129 pessoas, atingindo 62.097 domicílios em 274 municípios. A seleção será feita utilizando metodologias do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Também haverá o apoio da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que irá analisar as amostras em unidades no Rio de Janeiro e no Ceará, além de montar um banco sorológico (soroteca) nacional relacionado à infecção pelo SARS-CoV-2.
Segundo a pasta, o material ficará armazenado por cinco anos e só poderá ser usado para estudos complementares com autorização do próprio ministério.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo está investindo R$ 200 milhões no programa, chamado de PrevCOV, e que ele "trará respostas fundamentais para que possamos acertar o alvo".
Os moradores das residências selecionadas vão receber um contato por SMS ou WhatsApp. Em seguida, será feita uma ligação telefônica para confirmar alguns dados e perguntar quantos moradores da residência querem participar. A visita, então, é agendada.
Na data marcada, um profissional de saúde irá coletar uma pequena quantidade de sangue de cada participante.
As amostras de soro serão analisadas nas Unidades de Apoio ao Diagnóstico de Covid-19 da Fiocruz, no Rio de Janeiro e no Ceará. Será utilizada uma tecnologia que permite identificar tanto a resposta imunológica da infecção como a fornecida pela vacina.
A partir desses dados, o IBGE vai estimar a prevalência da infecção de acordo com características demográficas, socioeconômicas e epidemiológicas.