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Governo investe na modernização do tratamento oferecido aos pacientes do Hospital Dr. Carlos Macieira

A unidade tem oferecido o Serviço de Diagnóstico por Imagem em Deglutição (Videodeglutograma), exame realizado em pacientes internados com dificuld...

Central
Por: Central Fonte: Secom Maranhão
07/12/2022 às 10h45
7/12/2022

O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), unidade que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), deu mais um passo na modernização da assistência especializada. A unidade tem oferecido o Serviço de Diagnóstico por Imagem em Deglutição (Videodeglutograma), exame realizado em pacientes internados com dificuldade em engolir alimentos e líquidos. 

O procedimento é realizado com acompanhamento de um fonoaudiólogo. “Para realizar o exame, utilizamos o aparelho de Escopia, uma espécie de raio-x que nos permite visualizar todo o processo de deglutição e assim chegar a melhor opção de tratamento e alimentação para o paciente”, disse a supervisora de Fonoaudiologia do HCM, Ygleicy Moysés. 

O objetivo do exame é identificar a disfagia, que decorre de uma doença de base, seja ela de origem neurológica (orofaríngea) ou mecânica (esofágica). O procedimento permite avaliar todas as fases do ato de engolir (deglutição), observando desde a contração da língua para empurrar o alimento (fase oral), até quando o alimento ou líquido é ingerido e segue em direção ao estômago (fase esofágica).

Somente a partir da identificação do distúrbio que causa a dificuldade para engolir alimentos sólidos ou líquidos, que o paciente é encaminhado para consulta com fonoaudiólogo e gastroenterologista e verificada a necessidade ou não do exame.  

Dona Vanuza Brito, de 43 anos, acompanhou a filha, Stefany Vitória Gouveia, de 10 anos, na realização do exame. A criança tem Síndrome de Down, nasceu com o esôfago incompleto e foi submetida a duas cirurgias para correção do problema. Atualmente, ela pode ingerir líquidos e está na fase de introdução de alimentos sólidos, apesar de ainda se alimentar por meio de uma sonda. “É com esse exame que conseguiremos saber se as duas cirurgias que ela fez foram suficientes para corrigir a má formação do esôfago. A nossa expectativa está nisso, pois se tudo correr como esperado, logo ela vai poder retirar a sonda e se alimentar normalmente pela boca”, explicou Vanuza. 

Segundo a fonoaudióloga especialista em disfagia, Daniele Gonçalves, o exame garante mais qualidade ao processo de recuperação do paciente. “Dentre os benefícios estão o auxílio na definição da via de alimentação mais segura e identificar as principais alterações na deglutição. É com base nestas informações que montamos um plano terapêutico personalizado visando uma melhor recuperação e bem-estar ao paciente”, explicou. 

Na rede estadual, o Hospital Dr. Carlos Macieira é o primeiro a oferecer o exame de Videodeglutograma.

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