
Pressionada pela alta nos preços dos produtos farmacêuticos, a inflação de abril ficou em 0,31%, abaixo da registrada em março (0,93%). Com isso, o índice acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos últimos 12 meses. Em abril de 2020, a variação havia sido de -0,31%. Os dados são do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Clique nas imagens acima e veja outros vilões
SAÚDE E CUIDADOS PESSOAIS: a alta foi de 1,19%. A principal influência desse resultado foi o aumento dos preços dos produtos farmacêuticos (2,69%), que foram também o principal impacto no índice geral (0,09 ponto percentual), impulsionados pelo reajuste nos valores dos medicamentos em abril. A maior variação nos produtos farmacêuticos veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%)
HIGIENE PESSOAL: houve alta de 0,99% nos produtos de higiene pessoal. Destaque para perfumes (3,67%), artigos de maquiagem (3,07%), papel higiênico (2,90%) e produtos para cabelo (1,21%)
TRANSPORTES: houve aumento nos preços dos automóveis novos (1,01%) e usados (0,57%), além dos valores das passagens aéreas (6,41%), que subiram pela primeira vez no ano
ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS: o grupo de alimentação também sofreu reajustes em abril: carnes (1,01%), leite longa vida (2,40%), frango em pedaços (1,95%) e o tomate (5,46%) tornaram a alimentação no domicílio (0,47%) mais cara do que no mês anterior. Isso explica a alta de 0,40%. As carnes, que acumularam alta de 35,05%, nos últimos 12 meses, tiveram seus preços aumentados em abril devido, principalmente, à inflação de custos por causa da ração animal