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FAPEMA promove construção coletiva do edital sobre Cadeias Produtivas

O foco desta edição é mais abrangente e serão aceitos projetos relativos a dez (10) cadeias produtivas: apicultura, arroz, aquicultura, babaçu, car...

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Por: Central Fonte: Secom Maranhão
19/04/2023 às 16h20
FAPEMA promove construção coletiva do edital sobre Cadeias Produtivas
- Presidente da FAPEMA, Nordman Wall, durante abertura do evento (Foto: Divulgação)
19/04/2023

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) promoveu debate com a comunidade científica, setor empresarial e parceiros do Governo Estadual sobre o fomento às cadeias produtivas no Maranhão, na tarde de terça-feira (18), na sede da instituição, localizada no bairro Jardim Renascença, São Luís (MA). Após a apresentação da proposta da instituição, formulada com base no diálogo promovido em reunião realizada em fevereiro, os presentes procederam a oferta de sugestões para construção do edital.

"O objetivo da gestão do governador Carlos Brandão é trabalhar para todos e a Fapema trabalha neste sentido. O edital que será lançado irá abranger um número inédito de cadeias produtivas do Maranhão", destacou o presidente da Fapema, Nordman Wall, que conduziu as discussões do evento e respondeu aos questionamentos dos presentes.

"O Governo do Maranhão está de portas abertas para todos aqueles com projetos e ideias inovadoras que tragam desenvolvimento social e econômico para nosso estado", frisou Nordman, que estava acompanhado do diretor Administrativo e Financeiro, Arnodson Campelo, da chefe da assessoria de Planejamento, Adriana Carvalho e da coordenadora de Inovação e Empreendedorismo, Francisca Neide Costa.

Por meio do edital, o Governo do Maranhão quer estimular pesquisas aplicáveis à dinamização das cadeias produtivas e incentivar a tecnologia e inovação voltadas à produção de produtos maranhenses. O incentivo será por meio do apoio financeiro a projetos de pesquisa aplicada, desenvolvidos por instituições de ensino superior ou pesquisa em conjunto com pecuaristas, agricultores familiares e empreendedores.

A reunião contou com a presença de representantes de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) como a Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma), Universidade Ceuma; bem como de atores do setor produtivo como a Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e o Porto do Itaqui; além de órgãos e secretarias da administração pública, como a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), Secretaria de Agricultura Familiar (SAF),  Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Secti) e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes). 

O edital 2023 de Cadeias Produtivas é resultado do acúmulo de experiências de diversos editais passados, a exemplo dos editais da Cadeia Produtiva da Mandioca, Meliponicultura e Apicultura, realizados em 2017; da Cadeia Produtiva do Leite e Hortifruticultura, em 2018; e da Cadeia Produtiva do Couro, em 2021. O edital 2023 está previsto para lançamento ainda no primeiro semestre deste ano, com investimentos de R$ 1,4 milhão em projetos de pesquisa aplicada e extensão tecnológica e de inovação.

O foco desta edição é mais abrangente e serão aceitos projetos relativos a dez (10) cadeias produtivas: apicultura, arroz, aquicultura, babaçu, carne, couro, leite, hortifruticultura, meliponicultora e mandioca, que devem ser apresentados de acordo com eixos temáticos como “custos de produção”, “produção em escala”, “redes de colaboração” e “comercialização e processamento de mercado”.

Para Monica Piccolo, pró-reitora de Graduação da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), foi um encontro de saldo muito positivo. "Articulou duas instâncias fundamentais para o desenvolvimento da pesquisa do Maranhão: as universidades e as agências estatais. Sem essa parceria a gente não consegue desenvolver projetos que possam de fato impactar a produção da ciência e, principalmente, intervir na realidade do nosso estado", explicou.

Monica Piccolo também destacou potencial que a pesquisa científica tem de auxiliar no desenvolvimento econômico e social. "Durante muito tempo as universidades têm sido questionadas por desenvolver pesquisas que não dialogam com as demandas sociais, mas editais como esse caminham na direção inversa, proporcionando uma ponte entre as pesquisas que são desenvolvidas na universidade e as demandas do estado", ressaltou.

José Malheiros, diretor de Pesquisa da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), destacou a importância do trabalho conjunto e da colaboração entre diferentes setores da administração pública. "O Governo do Maranhão converge em todas as secretarias. A ciência e a tecnologia podem ser o elo de desenvolvimento da agricultura familiar e agropecuária, e esse momento consolida a concepção de uma abordagem integrada", afirmou.

A secretária adjunta de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Hermeneilce Wasti Cunha, ressaltou o impacto positivo que as pesquisas podem atingir sobretudo no interior do Estado. "O Maranhão tem em seu território municípios de baixo IDH e o resultado de editais como esse é uma visibilidade maior do trabalho de comunidades tradicionais e do desenvolvimento de produtos através da parceria com as Universidades", concluiu.

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