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Adepará visita comunidades produtoras de farinha e entrega certificados artesanais

Comunidade Quilombola de Santa Maria do Muraiteua, no município de São Miguel do Guamá, produz diversos itens da agricultura familiar

Central
Por: Central Fonte: Secom Pará
04/05/2023 às 13h15

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), por meio da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, visitou, nos últimos dias, a Comunidade Quilombola de Santa Maria do Muraiteua, no município de São Miguel do Guamá, no nordeste estadual.

A ida dos técnicos da Agência à região atendeu solicitação da promotoria agrária do Ministério Público do Estado (MPPA), e levou conhecimentos e instruções técnicas para possibilitar o funcionamento da casa de farinha comunitária local. 

Durante a visita, houve reunião com as lideranças da comunidade e orientações sobre as boas práticas de higiene exigidas no beneficiamento dos derivados da mandioca. “Nós deixamos por escrito tudo o que será necessário fazer para a competente legalização e funcionamento da agroindústria da comunidade”, disse o fiscal agropecuário e gerente de inspeção de produtos de origem vegetal da Adepará, Hamilton Altamiro.

Na comunidade quilombola, 60 famílias estão envolvidas com a agricultura familiar e cultivam mandioca, hortaliças e frutas. Pelo menos 30 delas trabalham na cadeia produtiva da mandioca.

A adequação das agroindústrias da cadeia produtiva da mandioca faz parte das ações realizadas pela Adepará para o fomento da industrialização dessa atividade no território paraense. No ano passado, 50 novas empresas foram registradas no Sistema de Inspeção de Produtos Artesanais, que atesta a qualidade do produto. Atualmente, o Estado possui 177 estabelecimentos registrados em diversos municípios, com a maior parte concentrada na região Nordeste.

As agroindústrias certificadas recebem inspeções rotineiras e o acompanhamento de técnicos da Adepará, o que garante a qualidade e a segurança do produto. “Esse trabalho contínuo assegura a manutenção da qualidade da produção de estabelecimentos certificados. Na área vegetal, a única Agência de Defesa Agropecuária do Brasil que possui selo de inspeção é a Adepará, imprimindo um padrão de qualidade ao produto paraense”, informa Jamir Macedo, diretor geral da ADEPARA.

Neste ano, a Agência fez a entrega de dois certificados para produtores de produtos derivados da mandioca em municípios da zona bragantina. Em Nova Timboteua, a Adepara entregou uma renovação do certificado artesanal para a empresa individual Marcelo Brito da Silva, produtora e envasadora da “Goma São Francisco”. Com produção mensal em torno de 6 toneladas de goma de tapioca , a agroindústria artesanal atua na agricultura familiar e gera 04 empregos diretos e 09 indiretos. 

De acordo com o fiscal estadual agropecuário Hamilton Altamiro, a concessão do registro artesanal para os estabelecimentos da região contribui para ampliar a comercialização do produto no Estado. “A certificação de agroindústrias garante um produto de melhor qualidade e também é uma forma de fortalecer a atuação do pequeno produtor possibilitando que ele comercialize o produto dele em todo o estado”.

Além da renovação de certificado, os técnicos da Agência também fizeram a entrega de certificado artesanal, de envasilhador e comercializador de farinha de mandioca à empresa Smith Rodrigues Comercio de Alimentos LTDA, que adota o nome fantasia “Chicó”.

Localizada na antiga Estrada de Ferro de Bragança, a empresa ligada à agricultura familiar  trabalha com o envase de farinha lavada e gera 04 empregos diretos e 21 indiretos. “É um produto de excelente qualidade e que possui grandes chances de competir no mercado”, disse o fiscal.

Comunidade Santa Maria de Muraiteua -Com uma área de 407,25 hectares, onde vivem 60 famílias que retiram o sustento da produção de mandioca e do manejo de açaí, o território quilombola da Comunidade Santa maria de Muraiteua, foi o primeiro do Pará a receber o CAR (Cadastro Ambiental Rural) como resultado da ação integrada da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), no âmbito do Programa Regulariza Pará. A inscrição do território quilombola da comunidade foi realizada em 2021. 

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