Domingo, 10 de Maio de 2026
16°C 23°C
Garanhuns, PE
Publicidade

Lei institui novo método para combate ao Aedes aegypti no DF

Medida complementa ações já desenvolvidas e consiste na liberação de mosquitos contaminados com microorganismo que reduz o potencial para a transmi...

Central
Por: Central Fonte: Agência Brasília
27/07/2023 às 10h50

O método Wolbachia vai complementar as estratégias de combate aoAedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. A medida é prevista pela Lei nº 7.306 , publicada nesta quarta-feira (26) noDiário Oficial do Distrito Federal(DODF).

A técnica consiste na liberação de mosquitosAedes aegypticontaminados com bactérias Wolbachia, um microorganismo que reduz o potencial para a transmissão das doenças. Com o tempo, a expectativa é a de que a população de mosquitos incapazes de transmitir dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana seja maior que a dos potencialmente transmissores. Vale destacar que a técnica não traz riscos para os humanos.

Novo método vai se somar a outras estratégias executadas no DF contra o mosquito transmissor da dengue, como a visitação de imóveis para combate a larvas, aplicação de larvicidas e ações educativas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde
Novo método vai se somar a outras estratégias executadas no DF contra o mosquito transmissor da dengue, como a visitação de imóveis para combate a larvas, aplicação de larvicidas e ações educativas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde

“É um método comprovadamente eficaz, que pode vir a somar com as outras estratégias já utilizadas”, afirma o diretor de vigilância ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF), Jadir Costa Filho. Não há um prazo para início das atividades na capital, mas foi iniciado o diálogo com pesquisadores que desenvolveram o método, já aplicado em estados e municípios do Brasil.

Atualmente, a SES-DF realiza diferentes ações contra ao mosquito, com mais de 28 veículos para a aplicação de inseticida (fumacê) e cerca de 700 servidores para a visitação de imóveis, onde realizam combate a larvas, aplicação de larvicidas e ações educativas. Ainda neste ano, também foram realizadas atividades em apoio a municípios no Entorno do DF.

De acordo com Costa Filho, o engajamento da população continua a ser a medida mais eficaz para conter o Aedes aegypti. “A grande maioria dos mosquitos está em casas, lojas, apartamentos, prédios comerciais e lotes. Um mínimo de dez minutos por semana que o cidadão usar para vistoriar seu imóvel, localizando e acabando com possíveis depósitos, continua sendo a principal ação de combate”, explica.

Contaminação em baixa

Em 2023, o DF colhe os resultados das ações de vigilância ambiental. O último Levantamento Rápido de Índices para oAedes aegypti(LIRAa), em maio, no fim do período chuvoso, mostrou que o índice de infestação na capital estava em 0,5%, considerado satisfatório. Foram visitados 26.241 imóveis, nos quais 132 apresentaram locais com larvas.

O principal resultado é a proteção contra a dengue. Em 2023, foram notificados 22.870 casos suspeitos da doença entre moradores do DF, uma queda de 62,2% frente ao mesmo período do ano passado.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

Lenium - Criar site de notícias