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ALEPE: Assessor parlamentar alvo de operação policial que investiga 'rachadinha' e desvios de R$ 2,8 milhões é exonerado

Arthur Valença de Luna era assessor especial de Gleide Ângelo (PP). 'Não há qualquer relação entre a investigação mencionada e o gabinete', diz deputada.

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
20/04/2026 às 10h58
ALEPE: Assessor parlamentar alvo de operação policial que investiga 'rachadinha' e desvios de R$ 2,8 milhões é exonerado

Após ser apontado como suspeito na Operação Draft, da Polícia Federal (PF), e ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão, o assessor especial da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) Arthur Valença de Luna, foi exonerado do cargo na última quinta-feira, 16 de abril, mesmo dia em que foi deflagrada essa operação da Polícia Civil contra esquema de “rachadinha” e desvios de, ao menos, R$ 2,8 milhões (relembre mais abaixo).

Antes de ser exonerado, Arthur Valença de Luna trabalhava no gabinete da deputada estadual Gleide Ângelo (PP). Gleide Ângelo havia solicitado o desligamento do funcionário ainda na quinta-feira (16). A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 17 de abril, mas foi assinada pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto (MDB), ainda no dia 16 de abril.

Artur Valença é suspeito de integrar o esquema milionário de “rachadinhas” no parlamento estadual. De acordo com a investigação da PF, o esquema era chefiado por oito integrantes, dos quais dois dos principais suspeitos são os ex-deputados estaduais Leonardo Dias e Romário Dias.

Até a semana passada, Leonardo era secretário executivo de Micro e Pequena Empresa e Fomento ao Empreendedorismo do Governo de Pernambuco, mas foi exonerado após a ação policial. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na semana passada.

O levantamento da corporação estima um desvio de R$ 2,8 milhões entre 2015 e 2019. Porém, a PF não descarta a possibilidade de o crime ter perdurado até o ano de 2024, o que elevaria o valor para R$ 6 milhões.

A operação foi iniciada em dezembro de 2023, após o Ministério Público Federal compartilhar provas sobre desvios de recursos para requalificação da BR-101.

Além dos líderes da composição criminosa, o inquérito da PF aponta para a participação de mais 30 pessoas. Os funcionários fantasmas recebiam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil mensais e devolviam a maior parte dos valores, ficando apenas com R$ 300.

Em nota, o gabinete da parlamentar informou que "o servidor é investigado por fatos ocorridos antes mesmo de Gleide Ângelo exercer o mandato de deputada estadual" e que "não há qualquer relação entre a investigação mencionada e o seu gabinete".

Ainda no texto da nota, o gabinete da parlamentar afirmou que:

“A deputada delegada Gleide Ângelo tem uma trajetória pública marcada pela defesa da legalidade e pela atuação firme em favor da ética no serviço público. Por isso, reafirma sua total disposição em colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, dentro do devido processo legal”, diz a nota enviada pelo gabinete.

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