Terça, 02 de Junho de 2026
14°C 25°C
Garanhuns, PE
Publicidade

OPERAÇÃO CHECK-IN: PF e CGU investigam corrupção e fraudes licitatórias na prefeitura do Recife

Operação apura ação de organização criminosa especializada na prática de crimes contra a Administração Pública

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
02/06/2026 às 10h50
OPERAÇÃO CHECK-IN: PF e CGU investigam corrupção e fraudes licitatórias na prefeitura do Recife

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou, na manhã desta terça-feira, 02 de junho, a Operação Check-in, com a finalidade de reprimir a atuação de organização criminosa especializada na corrupção de servidores públicos, no desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.

As investigações, iniciadas em 2026 após apreensão de canhotos de cheques no âmbito da Operação Firenze, apontam para o pagamento de vantagem indevida a agente público da Prefeitura do Recife por parte de empresa contratada pelo município. Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra, no exercício de 2020.

Os valores repassados pela prefeitura da capital pernambucana à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais. Ademais, a empresa investigada já mantinha relação contratual com a PCR em exercícios anteriores ao de 2020, o que levanta a possibilidade de o prejuízo ao erário ser ainda mais robusto.

Ao todo, 32 policiais federais e 2 auditores da Controladoria-Geral da União dão cumprimento a 8 mandados de busca e apreensão nos municípios pernambucanos de Recife, de Jaboatão dos Guararapes e de Cabo de Santo Agostinho.

Os investigados poderão responder por crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.

Os crimes investigados são de Corrupção Passiva (art. 317 do Código Penal), Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), Organização Criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), Fraude em licitação ou contrato (art. 337-L do Código Penal) e Lavagem de Capitais (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).

A denominação da Operação faz referência ao talonário e canhotos de cheques apreendidos em operação policial anterior, os quais indicam o pagamento de propina ao agente público investigado.

 

Lenium - Criar site de notícias