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Polícia Federal deflagra Operação “Voto Lacrado” para investigar possível corrupção eleitoral; mandado é cumprido em Garanhuns

Ação investiga origem e possível destinação de R$ 100 mil encontrados em veículo durante período eleitoral de 2024. Mandados também são cumpridos em Tupanatinga e Petrolina

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
11/08/2026 às 13h40
Polícia Federal deflagra Operação “Voto Lacrado” para investigar possível corrupção eleitoral; mandado é cumprido em Garanhuns
Foto: Imagem ilustradativa

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (11), a Operação “Voto Lacrado”, com o objetivo de investigar uma possível prática de corrupção eleitoral relacionada às eleições municipais de 2024 em Pernambuco.

Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, nos municípios de Garanhuns, Tupanatinga e Petrolina. A operação mobiliza equipes da Polícia Federal para localizar documentos, aparelhos eletrônicos, mídias digitais e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Em Garanhuns, um dos mandados foi cumprido nesta terça-feira. A Polícia Federal, entretanto, não divulgou, até o momento, a identidade do alvo da medida judicial nem detalhes sobre o endereço onde a diligência foi realizada.

Investigação começou após apreensão de R$ 100 mil

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início depois da apreensão de R$ 100 mil em espécie, encontrados dentro de um veículo abordado em Pernambuco durante o período eleitoral de 2024.

O dinheiro estava acondicionado em uma embalagem lacrada. No mesmo automóvel, os policiais também localizaram materiais de propaganda eleitoral.

A partir da apreensão, os investigadores passaram a apurar a origem dos recursos, a forma como o dinheiro circulou e qual seria sua eventual destinação.

A principal linha investigativa busca esclarecer se os valores poderiam estar relacionados a uma tentativa de influenciar a liberdade de escolha dos eleitores durante o processo eleitoral.

Mandados buscam provas

As equipes da Polícia Federal cumprem as ordens judiciais nos três municípios pernambucanos.

Entre os materiais que podem ser apreendidos estão celulares, computadores, dispositivos eletrônicos, documentos, mídias digitais e outros objetos que possam apresentar informações relacionadas aos fatos investigados.

A análise do material apreendido poderá ajudar os investigadores a identificar a origem dos recursos, possíveis envolvidos e a eventual existência de uma estrutura organizada para utilização do dinheiro durante o período eleitoral.

Possível crime de corrupção eleitoral

De acordo com a Polícia Federal, os fatos investigados podem caracterizar, em tese, o crime de corrupção eleitoral, previsto no artigo 299 do Código Eleitoral.

A legislação estabelece punição para quem oferece, promete, solicita ou recebe vantagem para obter ou dar voto, além de prever outras condutas relacionadas à tentativa de influenciar o exercício do voto.

Neste momento, contudo, não há informação de condenação ou comprovação definitiva de crime. A operação está em fase de investigação e as diligências têm justamente a finalidade de reunir elementos que permitam esclarecer os fatos.

Origem do nome da operação

O nome “Voto Lacrado” faz referência à maneira como os R$ 100 mil foram encontrados: acondicionados em uma embalagem lacrada.

A denominação também remete ao foco da investigação, que busca verificar se recursos financeiros teriam sido utilizados de forma indevida para comprometer a liberdade de escolha dos eleitores nas eleições municipais de 2024.

As investigações continuam, e a Polícia Federal deverá analisar o material recolhido durante o cumprimento dos mandados para identificar eventuais conexões entre os envolvidos e esclarecer a origem e a finalidade do dinheiro apreendido.

O Portal Garanhuns Notícias acompanha o caso e atualizará esta reportagem caso a Polícia Federal, a Justiça Eleitoral ou o Ministério Público divulguem novas informações sobre a operação.

Com informações: Assessoria de Comunicação PF-PE 

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