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Onyx acusa deputado de fraudar documento e mentir sobre Covaxin

Segundo o ministro, Luís Miranda e seu irmão, servidor público Ricardo Miranda, fizeram denunciação caluniosa e serão investigados 

Central
Por: Central Fonte: R7
23/06/2021 às 19h15

O ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, acusou o deputado Luís Miranda (DEM-DF) de falsificar documento e mentir sobre o contrato para a compra da vacina indiana contra a covid-19 Covaxin, em entrevista coletiva convocada para rebater as denúncias.

Segundo o ministro, Miranda e seu irmão, Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, fizeram denunciação caluniosa e serão investigados por isso. Onyx afirmou que não houve compra nem superfaturamento. 

"São mentiras e construção de narrativa para tentar afetar a imagem do governo Bolsonaro.   Quero alertar ao deputado Luís Miranda que o que ele fez é denunciação caluniosa. Não houve favorecimento a ninguém porque essa é a prática desse governo, não houve sobrepreço e não houve compra alguma, não há nenhum centavo de dinheiro público que tenha sido gasto", disse o ministro.

Ele afirmou que o governo já pediu à Polícia Federal abrir investigação sobre declaração do deputado e sobre atuação de seu irmão. A Controladoria Geral da União também vai investigar a conduta do servidor, já que existe indícios de adulteração no documento apresentado, segundo Onyx. "Vamos solicitar perícia do documento à PF e vamos junto à Porcuradoria-Geral da República pedir a abertura de investigação do deputado e do servidor por fraude processual,  além disso será investigado o servidor por prevaricação."

O ministro explicou que primeiro houve contrato entre governo brasileiro e o laboratório indiano Bharat Biotech, e que a empresa Madison, que é subsidiária e responsável pelo comércio internacional do laboratório, não existindo assim uma terceira empresa.

O deputado Luís Miranda disse que levou em março ao presidente Jair Bolsonaro indícios de superfaturamento e pedido de pagamento antecipado em contratos do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

Os indícios de problemas foram detectados pelo irmão do deputado, servidor concursado do Ministério da Saúde em 2011, Ricardo Miranda. Além do preço e de pedido de pagamento antecipado, havia indícios de que as vacinas estavam próximas do prazo da validade o que tornaria a aplicação nos brasileiros quase impossível, e "pressão anormal" para os pagamentos.

Luís Miranda disse que levou as informações do irmão ao presidente no dia 20 de março, no Palácio da Alvorada, e que o presidente disse que iria encaminhar o material à Polícia Federal. Miranda espera desde então um retorno sobre o assunto e disse que não conseguiu mais, depois dessa data, ter uma conversa com Bolsonaro. Cobrou auxiliares e recebeu como resposta que Bolsonaro estava muito atarefado.

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