
Neste Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Redução da Mortalidade Materna, lembrado neste 28 de maio, gestores municipais e regionais, envolvendo áreas da Atenção Primária, Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Vigilância Epidemiológica e Regulação, além de gestores das maternidades de referência e representantes do Movimento de Mulheres e entidades de classe participam, entre 13h e 17h, no auditório da Secretaria Estadual de Saúde (SES), do Fórum Perinatal. Haverá transmissão do evento por videoconferência para as sedes das 12 Regionais de Saúde.
"A Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da Mulher expressa o compromisso com a estruturação de ações de saúde que contribuam com a garantia dos seus direitos, promove a autonomia e a redução a morbimortalidade por causas previsíveis e evitáveis, sendo assim, o Fórum Perinatal é uma estratégia de articulação da rede de serviços de atenção obstétrica e neonatal voltada à qualificação do cuidado em saúde e da atenção integral constituindo em um espaço plural onde se firmam acordos éticos entre Estado, municípios, setores estratégicos da rede de serviços, instituições formadoras, conselhos de saúde, conselhos profissionais e sociedade civil para promoção da saúde e qualidade do cuidado materno e perinatal", comenta a gerente de Saúde à Mulher, Letícia Katz.
A atenção à mulher e ao recém-nascido (RN) no pós-parto imediato e nas primeiras semanas após o parto é fundamental para a saúde materna e neonatal, pois representa um período onde podem surgir problemas de saúde ainda relacionados com a gravidez que serão responsáveis por muitas sequelas, até mesmo mortes.
O Ministério da Saúde recomenda que seja realizada a visita domiciliar na primeira semana após alta do bebê com o objetivo de avaliar o estado de saúde da mulher e do recém-nascido; orientar a amamentação, os cuidados básicos, o planejamento familiar e identificar situações de risco ou intercorrências e conduzi-las. Além disso, a sífilis tem atingido altos índices em todo Estado de Pernambuco e a Secretaria Estadual de Saúde tem intensificado as ações de prevenção e combate à sífilis em gestantes e sífilis congênita já que o diagnóstico da sífilis em tempo oportuno, bem como o tratamento adequado da gestante propiciará inegável benefício à paciente e ao concepto e que há graves consequências da sífilis congênita para o concepto com aumento da morbimortalidade fetal e neonatal.
A morte materna é a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. A necessidade de implantar estratégias para atingir os objetivos sustentáveis de redução da mortalidade materna e infantil está entre os objetivos da Gerência de Atenção a Saúde da Mulher.