
A Polícia Civil do Estado do Tocantins (PC-TO), por intermédio da 103ª Delegacia de Taguatinga, concluiu nesta segunda-feira, 28, três inquéritos policiais com o indiciamento de um homem de 27 anos, pela prática de dois homicídios consumados e outro tentado. Os crimes ocorreram entre os meses de outubro e novembro de 2020.
De acordo com delegado regional Márcio Duarte Teixeira, responsável pela investigação, o homem indiciado havia sido preso em novembro do ano passado, no município de Taguatinga, durante a operaçãoMãos Amigas. A PC-TO deflagrou a ação com a Polícia Militar, visando coibir a prática dos delitos de tráfico de drogas, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo e uso de documento falso.
No decorrer das investigações, a Polícia constatou que o homem preso era uma das lideranças de uma facção criminosa que tenta se instalar e controlar, mediante violência, os pontos de venda de drogas no município de Taguatinga e cidades circunvizinhas.
Com o aprofundamento das investigações, os policiais também verificaram que constava em aberto um mandado de prisão em desfavor do homem, expedido pela Comarca de Goiânia (GO), por envolvimento com o tráfico de drogas.
Sequência de crimes
Ainda segundo apurado, o atentado contra os dois homens se deu com o objetivo de eliminar eventuais concorrentes na comercialização de entorpecentes. Na época do crime, o suspeito teria efetuado diversos disparos com um revólver calibre 38 em direção a duas pessoas, sendo que uma das vítimas veio a óbito ainda no local, e a outra foi socorrida e levada ao hospital municipal. Na cena do crime, os policiais encontraram um tablete de maconha prensada e o aparelho celular da vítima.
O homem também é apontado como autor de agressão e de efetuar cinco disparos de arma de fogo contra uma mulher, de 29 anos, durante uma festividade no Parque de Exposição, em Taguatinga. Segundo apurado, a vítima, instantes antes, havia discutido com a namorada do suspeito. Após o fato, o homem fugiu. O crime aconteceu em novembro de 2020.
Investigações
De acordo com o delegado Márcio, as investigações foram iniciadas a partir do relato de uma das vítimas, que sobreviveu ao atentado em outubro. A partir da análise do celular de uma das vítimas, ficou demonstrado que o autor, contando com a colaboração de um comparsa, atraiu a vítima para o local do crime a pretexto de que pretendia adquirir entorpecentes, quando, então, executou o homem sem possibilidade de defesa.
Durante o exame necroscópico, foi efetuado exame de comparação microbalística, dos projéteis de arma de fogo retirados dos corpos das vítimas fatais, sendo possível ligar os dois crimes e confirmar o envolvimento direto do homem nos crimes. O homem, que atualmente está custodiado na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), responderá por homicídios qualificados pela impossibilidade de defesa, todos cometidos em Taguatinga.