A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o sócio-administrador do laboratório Precisa Medicamentos a ficar em silêncio em seu depoimento à CPI da Covid, marcado para esta quinta-feira (1).
A Precisa é a intermediária da compra das vacinas Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, a mais cara entre as negociadas pelo govenro brasileiro. A aquisição, suspensa pelo governo, é investigada pela CPI e pelo MPF (Ministério Público Federal) por suspeita de superfaturamento.
Em decisão nesta quarta-feira (30), Rosa Weber afirmou que concede em parte o habeas corpus para que o depoente deixe de responder perguntas em que possa se incriminar.
O direito é o mesmo que já havia sido conferido a outros depoentes, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Apenas o empresário Carlos Wizard, no entanto, fez uso dessa possibilidade em sua participação na comissão nesta quarta.
O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, que é servidor concursado do Ministério da Saúde, indicaram suspeitas de irregularidades envolvendo a compra dessa vacina.