O ministro da Infraestrutura, Tarcício Gomes de Freitas, fez um balanço do primeiro semestre de 2021 nesta sexta-feira (2) e prometeu uma revolução no setor ferroviário nos próximos anos.
De acordo com o titular da pasta, foram 51 obras entregues de janeiro a junho e a meta para este ano é passar de 100. Em 2020, foram 97. O governo conseguiu ainda leiloar 29 ativos do Estado, entre os quais 22 aeroportos e cinco terminais portuários, em abril.
"Posso dizer que o melhor está por vir. Demos o gostinho aos investidores, mas deixamos coisas melhores para frente", disse o ministro.
"Se a gente observar essas entregas, estão espalhadas por todo o território nacional", afirmou o ministro, que admitiu que, apesar das dificuldades no orçamento, é possível priorizar inicativas.
Ele prometeu para o segundo semestre deste ano a entrega da Ferrovia Norte-Sul e o início das obras da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, comandada pela Vale.
A Ferrogrão, que liga os estados de Mato Grosso e Pará, é, de acordo com Tarcísio, uma das prioridades do governo, mas depende da liberação das obras por parte do STF (Supremo Tribunal Federal). "A Ferrogrão vai acontecer, é inevitável, ela vai se tornar uma realidade."
Tarcísio espera que a concessão dos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio, ocorram no primeiro trimeste de 2022.
"Estou cobrando a equipe para fazermos o leilão em março do ano que vem."
Também em 2022 deve ser concedido o Porto de Santos, principal terminal portuário do país. "Tenho certeza que será um leilão superlativo. Incorporamos as lições aprendidas com a regulamentação da Codesa.(Companhia Docas do Espírito Santo), o que mostra que foi um acerto implementarmos essa desestatização primeiro", analisou.
Tarcísio de Freitas reforçou que uma das estratégias do governo é estimular projetos de ferrovias da iniciativa privada sem ser preciso construí-la com dinheiro público e concedê-la posteriormente. "A autorizaçao ferroviária vai promover uma revolução no Brasil."
"Estamos discutindo com o Congresso essa medida e estudamos que também que ela possa ser definida por decreto", contou o ministro.
Ele explicou que nos Estados Unidos o modelo adotado é este, das autorizações para projetosc privados. "Lá não tem concessão de ferrovias."
Se a mudança ocorrer, afirma o ministro, é possível apostar que até 2035 as ferrovias passem a representar 36% da matriz de transportes do país. Hoje, estão em 15%.
"As empresas estão bem estruturadas e podem fazer investimentos até bilionárias nesse modo de transporte", comentou.