A economia brasileira recuou 0,43% maio, de acordo com dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) divulgados nesta quarta-feira (14), pelo BC (Banco Central). O indicador é considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no País. O resultado negativo reverte a alta do indicador em abril.
Com a nova variação, indicador alcançou os 139,11 pontos na série dessazonalizada (livre de influências), resultado coloca a economia nacional ligeiramente abaixo do patamar pré-pandemia, quando o IBC-Br figurava aos 139,35 pontos.
Os dados do IBC-Br são coletados a partir de uma base de similar à do indicador oficial do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e, por isso, o indicador é apontado como uma prévia do PIB.
Para efeito de comparação, a econômica brasileira cresceu 1,2% e voltou ao patamar pré-pandemia no primeiro trimestre deste ano. Para o IBC-Br, a alta foi de 2,3% no mesmo período. Com o avanço da vacinação e a retomada sinalizada, o mercado financeiro já prevê uma alta superior a 5% no volume de riquezas nacionais para 2021.
No ano passado, a economia brasileira encolheu 4,1%, mesmo após registrar uma forte retomada no segundo semestre. O tombo foi o maior da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 1996 e aconteceu após perdas significativas da indústria (-3,5%) e dos serviços (-4,5%).