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Produção de palma

Produção de palma no agreste de Pernambuco ganha impulso com projeto do Sebrae

Produtores rurais de cinco municípios participam de projeto de melhoramento da produtividade de um dos principais ingredientes nutricionais para o rebanho bovino

21/10/2019 12h46
Por: Jonathas William J.W / Garanhuns Notícias

A palma é um dos ingredientes mais utilizados na alimentação do gado no Nordeste. Resistente à seca, ela tem sido a principal escolha dos produtores rurais como fonte de nutrientes para o rebanho nos últimos sete anos, período de grande estiagem na região. Mas o plantio, em muitas áreas, é prejudicado pela falta de conhecimento em práticas inovadoras pelos agricultores que não têm as técnicas adequadas para ter uma plantação abundante. Uma realizada que vem se transformando a partir de projetos que vêm sendo implantados em todo o estado.

No Agreste Meridional, o Sebrae, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), está desenvolvendo um projeto de melhoramento da produtividade do plantio de palma em cinco municípios da região. Ao todo, trinta produtores rurais de Águas Belas, Cachoeirinha, Caetés, Pedra e São Bento do Una participam deste processo, recebendo orientações de consultores especializados da empresa Super Soluções, contratada pelo Sebrae através do programa Sebraetec.

Com um investimento total de R$ 108 mil, cada produtor recebe sete mil raquetes das palmas Orelha de Elefante e Miúda, mais resistentes às pragas, principalmente à cochonilha do carmim. “A ideia é trabalhar os vários processos para que o plantio chamado superadensado tenha produtividade maior e um resultado melhor em um espaço menor de cultivo. Cada vez mais os produtores estão reduzindo suas áreas plantadas, mas sem perder a produtividade”, explica a analista do Sebrae Kédima Azevedo, que coordena o projeto no Agreste Meridional.

A nova realidade começa a ser percebida pelos produtores. Sílvia Silva dos Santos, produtora de queijo que tem uma propriedade rural em São Bento do Una, cria um rebanho bovino de cerca de vinte animais. Destes, catorze estão em fase da lactação e produzem 300 litros de leite por dia. Ela diz que plantava palma como na época dos avós; agora, com a nova técnica, vislumbra um futuro promissor: “esse novo tipo de manejo é muito mais eficaz por ser diferenciado. Graças ao Sebrae, que nos ajuda muito, tudo mudou para melhor”, ressalta.

Iniciado em setembro de 2019, o projeto é constituído de quatro etapas, sendo que a primeira, a da visita às propriedades, já foi concluída. Nela, o consultor esteve em cada uma das propriedades, identificou os locais mais adequados para plantio, demarcou as áreas escolhidas, fez a coleta do solo para uma análise que vai servir de base para se saber a necessidade de nutrientes que ele precisa, orientou cada produtor sobre como deve ser a gradação, a direção dos sulcos e a sua profundidade.

A fase seguinte é a da distribuição das raquetes e o plantio. Aqui, entra o enraizador, uma substância utilizada na palma para que tenha uma melhor fixação, uma vez que o espaço de plantio é reduzido. A terceira etapa é a de adubação, com base na análise que foi feita do solo. Neste momento, o produtor recebe as recomendações corretas sobre o uso de adubos orgânicos e químicos, utilização de equipamentos de forma correta para que não haja nenhum tipo de contaminação e a quantidade de defensivos, se for necessário.

Por fim, é a etapa de acompanhamento do plantio. “Os consultores são muito disponíveis e estão sempre prontos a atender os produtores que tenham alguma dúvida durante o processo. O grande objetivo é promover a melhoria dos solos para um correto e produtivo plantio de palma e a diminuição dos custos que o produtor vai ter, o que repercute na qualidade final do alimento que vai ser dado ao rebanho”, ressalta Kédima Azevedo. Vale frisar que os produtores só têm despesas com a mão de obra, pois 70% dos recursos são do Sebrae e os 30% restantes da AD Diper.

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