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Mercado de trabalho

Governo reúne setor da Educação pela inserção da mulher no mercado de trabalho

Evento foi o segundo fórum de diálogo do Pernambuco Com Elas, coordenado pela vice-governadora Luciana Santos

24/10/2019 19h01Atualizado há 3 semanas
Por: Jonathas William J.W / Garanhuns Notícias

A vice-governadora Luciana Santos recebeu, nesta terça (22), representantes da área de Educação para debater a geração de emprego e renda para as mulheres pernambucanas. No encontro, membros do governo, da Assembleia Legislativa, de instituições de ensino, consultorias e entidades ligadas à produção de conhecimento trocaram informações, apresentaram sugestões e apontaram desafios e potencialidades relacionados à presença feminina no mercado de trabalho.

O evento foi o segundo fórum de diálogo do Pernambuco Com Elas, uma iniciativa permanente do governo de Pernambuco que visa reunir propostas e esforços pela inserção justa e cidadã das mulheres no mundo produtivo. “Não há como uma política pública funcionar, se não mobilizarmos as forças vivas da sociedade. Queremos ouvir todos e reunir variáveis que forneçam elementos para um bom plano de ação, com vivências e experiências inovadoras na geração de emprego e renda para as mulheres”, disse a vice-governadora.

Luciana destacou que o Pernambuco Com Elas tem atuado em diversas frentes. Iniciou, em Camaragibe, uma pesquisa com mulheres do Estado, tem promovido fóruns setoriais, estudado dados e programas já existentes e buscado articular, dentro e fora do governo, ações que possam mitigar as desigualdades.

No início do mês, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach anunciou, por exemplo, um recorte de gênero dentro do programa Força Local, de fortalecimento dos arranjos produtivos locais (APLs). Os chamamentos públicos inseridos no escopo do programa trazem a preocupação de estimular e contemplar uma maior participação das mulheres. Dessa forma, haverá pontuação extra (10%) para os casos em que 80% dos beneficiários dos projetos forem mulheres.

“Nesse ambiente de crise no país, não queremos vender ilusões, temos pé no chão. Mas, dentro dos limites macroeconômicos, em meio a essa situação muito ameaçadora, porque não há política de geração de emprego nacional, vamos primar pela inteligência coletiva para estimular a participação feminina”, indicou.

A secretária Executiva de Educação Integral e Profissional, Maria Medeiros, ressaltou que a pasta já atua em parceria com a Secretaria da Mulher em vários projetos, já que a temática de gênero tem forte relação com a proposta de educação integral levada adiante pelo Estado. Fruto dessa união são os 176 Núcleos de Estudos de Gênero, implantados nas escolas pernambucanas.

“Entendemos a escola como espaço importante para esses projetos e debates, porque lá eles têm o potencial de ultrapassar os muros das escolas. Todo aquele conteúdo pode repercutir no bairro, no município e no Estado”, avaliou.

Para Sílvia Cordeiro, secretária da Mulher, vários indicadores demonstram que não é mais possível ensinar aos jovens apenas matérias tradicionais. “Temos que olhar a educação como esse espaço, em que, desde a infância, podemos trabalhar para termos uma sociedade com perspectiva diferente, que não tenha foco apenas nesse mercado, que exclui. Esse fórum já está tendo resultados. Mesmo essa fase de diagnóstico, que é importante para olhar a vida como ela é, legitima a ideia de que a força de trabalho feminina é real e pode mudar a economia, sim”, defendeu.

Para Sílvia Cordeiro, secretária da Mulher, vários indicadores demonstram que não é mais possível ensinar aos jovens apenas matérias tradicionais. “Temos que olhar a educação como esse espaço, em que, desde a infância, podemos trabalhar para termos uma sociedade com perspectiva diferente, que não tenha foco apenas nesse mercado, que exclui. Esse fórum já está tendo resultados. Mesmo essa fase de diagnóstico, que é importante para olhar a vida como ela é, legitima a ideia de que a força de trabalho feminina é real e pode mudar a economia, sim”, defendeu.

A reitora do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Anália Ribeiro, sublinhou que, se o debate acerca da presença da mulher no mercado de trabalho já era necessário, na atualidade, ganha ainda mais relevo. “No momento político que a gente vive, a questão do direito das mulheres, especialmente do direito ao trabalho digno e à profissionalização, é essencial. Hoje, educação é assunto de vida ou morte. E o próprio ideário da mulher é uma iniciativa de resistência, que pode dar dignidade, garantir seu sustento, e salvar muitas vidas”, disse.

Já a deputada Teresa Leitão defendeu que, em tempos de crise, é preciso estar atento para que a falta de emprego formal, que empurra as mulheres para o empreendedorismo, não as leve à precarização do trabalho. Ela fez um apelo, reiterado por outros integrantes da reunião, para que o ensino de espanhol nas escolas não se torne uma disciplina eletiva, dada sua importância para a formação e para uma maior integração do Brasil com o restante da América Latina.

Regina Célia, representante do Instituto Maria da Penha falou sobre a importância de interiorizar as ações do Pernambuco Com Elas e fortalecer a presença das mulheres nos esportes, ambiente ainda majoritariamente masculino. E destacou as dificuldades adicionais sofridas pela mulher negra no mercado de trabalho.

“Sem vitimismo, mas todos os índices mostram o mesmo. Ganhamos menos que homens brancos, que homens pretos e que mulheres brancas. Temos muito o que fazer no incentivo ao trabalho das mulheres pretas, para além do mundo da arte, onde sua presença é mais frequente”, apontou.

Também participaram da atividade, representantes da Universidade de Pernambuco (UPE), da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda, da Faculdade de Medicina de Olinda, da Fafire, da Federação de Empresas Juniores de Pernambuco, do Conselho Estadual de Educação, do gabinete do deputado estadual Paulo Dutra, entre outros.

O Pernambuco Com Elas reúne as ações do Grupo de Trabalho sobre Mulheres e o Mercado de Trabalho em Pernambuco, instituído pelo decreto Nº47.386, de 30 de abril de 2019. O objetivo é fortalecer, direcionar e ampliar as políticas públicas de trabalho e renda para mulheres, que serão avaliadas e vão contribuir para a construção do Pacto pelo Emprego, através do fortalecimento das mulheres no setor produtivo.

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