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Dilma Rousseff

Polícia Federal pede prisão de Dilma e Fachin nega

Confira na matéria

06/11/2019 15h36Atualizado há 5 dias
Por: Jonathas William J.W / Garanhuns Notícias

A operação deflagrada na manhã desta terça-feira (5) pela Polícia Federal, que investiga o repasse de R$ 40 milhões para líderes do MDB, chegou a pedir a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), do ex-ministro Guido Mantega e do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, além da preventiva do ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU).

O pedido, contudo, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

Em nota, a assessoria da ex-presidente declarou ser "estarrecedora" a notícia de que a PF pediu sua prisão: "A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar." Diz parte da nota.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também foi consultada e se manifestou contrária às prisões. Sem o pedido de prisão aceito, Dilma foi intimada a prestar esclarecimentos à Polícia Federal sobre suspeitas de propina paga pela JBS ao PMDB em 2014.

As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud, delator do caso J&F, e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Em sua delação, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.

De acordo com o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de "vantagem indevida", já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 para garantir a aliança entre os dois partidos. Machado, por sua vez, relatou repasses de R$ 40 milhões por parte do grupo J&F a senadores do MDB, a pedido de Mantega (então ministro da Fazenda), como forma de "comprar o apoio político" do MDB. O inquérito foi aberto por Fachin em 14 de maio do ano passado.

Por não ocuparem mais cargos públicos, os alvos da ação não possuem mais foro privilegiado.

Confira a nota da assessoria de Dilma na íntegra:

"É estarrecedora a notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento.

A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar.

Hoje, 5 de novembro, ela foi convidada a prestar esclarecimentos à Justiça, recebendo a notificação das mãos civilizadas e educadas de um delegado federal. No final da tarde, soube pela imprensa do pedido de prisão.

O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade.

Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal."

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