O Índice de Confiança Empresarial subiu 3,1 pontos em julho e alcançou os 101,9 pontos. Trata-se do maior nível desde junho de 2013, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (2) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Para Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), o avanço das expectatvas levou o índice acima da barreira de neutralidade dos 100 pontos com alta de confiança nos quatro grandes setores pesquisados.
"Apesar do número agregado favorável, percebe-se ainda bastante heterogeneidade nos resultados. No Setor de Serviços, a percepção sobre a situação atual continua fraca e a boa notícia é o retorno do otimismo em relação aos próximos meses em segmentos como Alojamento e Alimentação, dois dos que vêm sofrendo mais durante a pandemia", avalia ele.
"A confiança do Comércio ultrapassou os 100 pontos com avaliações muito favoráveis sobre o presente em segmentos como Materiais de Construção e Veículos, Motos, Partes e Peças e mais fracas nos Super e Hipermercados. A Indústria, setor com desempenho mais consistente nos últimos meses, continua enfrentando problemas no abastecimento de importantes insumos", compelta Campelo.
O ISA-E (Índice de Situação Atual Empresarial) subiu 1,6 ponto, para 99,7 pontos, maior nível desde outubro de 2013. Já o IE-E (Índice de Expectativas) subiu 3 pontos, para 103,9 pontos, também maior nível desde junho de 2013.
Todos os grandes setores que integram o indicador tiveram alta no mês, com destaque para a melhora das expectativas de curto prazo. Esta é também a primeira vez em que todos os setores registram índices superiores aos do período pré-pandemia, algo até então alcançado somente pela Indústria.