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Saídas econômicas

Givaldo Calado defende cultura, turismo, ensino e comércio como saídas econômicas para Garanhuns (Parte l)

Confira na matéria

11/02/2020 18h43Atualizado há 2 semanas
Por: Jonathas William J.W / Garanhuns Notícias

Givaldo Calado de Freitas, empresário, acadêmico e homem público defende a CULTURA e o TURISMO; a EDUCAÇÃO e o COMÉRCIO como as grandes vocações da cidade, sem embargo da agroindústria, que deve ser, também, defendida.

Segundo Givaldo, “elas não se esgotam nesses quatro ou cinco nichos. Pelo contrário, eles inspiram e impulsionam outros que se somam a estes. Nesse sentido, somos uma cidade plural. No entanto, elas são as maiores vocações da cidade, capazes, portanto, de reduzirem, se bem orientadas, essa chaga da escassez de emprego e renda à nossa gente.” (Clique aqui e confira as Ideias na íntegra)

Ele afirma que “desde a década de 1950 sabemos desses vieses econômicos de Garanhuns. E quem assim dissera fora o então governador Agamenon Magalhães, levando Celso Galvão, então prefeito da cidade, a assim entender. Quem sabe se, por isso, Celso não tenha partido para dotar nossa cidade de grandes obras nessa direção como a PRAÇA DOM MOURA, o PAÇO DA CIDADE, o CRISTO CRUCIFICADO, o CASSINO DE PERNAMBUCO, dentre tantas. E mais aquela que seria a precursora da nossa Universidade, a CASA DO ESTUDANTE DE GARANHUNS.”

Givaldo Calado de Freitas, todos conhecem, e sabem de seu carinho por Garanhuns, através de suas iniciativas privadas na cidade, que vêm de longe.

O Matriz Center, por certo, é uma delas, e, por muitos anos, e ainda hoje, point, e orgulho de Garanhuns, em seu marco zero - na Avenida Santo Antônio, por ele entregue à sua gente em 17 de outubro de 1986.

“Bem que poderia ser chamado de Hino. Hino de Amor a Garanhuns. Mas vamos chamá-lo de Matriz. Matriz, em homenagem à nossa Matriz de Santo Antônio”, disse Givaldo no dia de sua entrega à cidade.

O Garanhuns Palace Hotel, outro orgulho da cidade, é iniciativa privada desse visionário, construído na Avenida Rui Barbosa, entregue à cidade em 06.07.1990.

O Restaurante Columinho Gourmet Experience. Que chega à Garanhuns como mais outra grande iniciativa privada desse visionário.

Inúmeras Unidades Habitacionais familiares e multifamiliares, como o Residencial Manoel Lacerda, Residencial Columinho, Alameda Geraldo de Freitas Calado e outras, que apontam para iniciativas privadas de coragem e crença em Garanhuns. Como ele sempre coloca: “As iniciativas privadas que realizei na minha cidade foram para minha cidade. Amanhã, irei para outro plano, mas minhas iniciativas ficarão em Garanhuns para sempre. Portanto, fiz para minha cidade. Ela merece!”

Ainda segundo Givaldo, “naquele tempo, Agamenon saudava Garanhuns como ‘Cidade Universitária e Turística’. Veja você. Ainda nos anos 1950. E é bom que se diga que Garanhuns só dispunha de três Colégios - XV de Novembro, Santa Sofia e Diocesano. Nenhuma Faculdade. Que dirá Universidade. Ademais, naquela época, nosso comércio ainda era incipiente, e nosso turismo, inexistente.”

O empresário diz que sua luta em defesa desses vieses à economia da cidade “não é obra de veleidade minha, visto que tenho defendido essa posição há muitos anos, todos sabem, sendo, portanto, essa minha posição, resultado de vontade imperiosa de, um dia, assistir ao florescer econômico e social da minha cidade, em que tanto acredito. E esse florescer, já aí com a melhoria da educação, à vista de todos, sendo Garanhuns, hoje, considerada ‘Cidade Universitária’, resultado da luta persistente de sua gente, através de décadas.”

“Quando falo em impacto econômico do turismo na cidade, que atinge nada menos que 52 segmentos da economia, faço-o de posse de registros do IBGE e, claro, estudando a matéria. Se esses impactos parecem incríveis para alguns, quero dizer que são reais. Basta-nos um simples olhar ao mundo. E, neste mundo, claro que nele estamos, sobretudo através das cidades que sabem ‘vender’ suas belezas e seus encantos. Inclusive, a nossa. Basta-nos procurar os trabalhadores, os barraqueiros, os taxistas, os donos bares, de hotéis, de restaurantes... Enfim, e a eles perguntarmos do impacto do turismo em seus negócios. E, diga-se, esse impacto gera mais empregos e renda, e, também, beneficia, fortemente, os cofres públicos municipais, estaduais e federal. Portanto, todos ganham.

Sou, por isso, defensor das vocações econômicas da nossa cidade. E digo mais: nada, hoje, mais importante para Garanhuns e sua gente que a geração de emprego e renda. E o caminho  que  aponto  é  o  incentivo  e  o incremento da cultura e do turismo; do ensino e do comércio. Estes últimos, já em progresso. O primeiro, com mais colégios e universidades. E, o segundo, com a abertura de novas empresas comerciais na cidade. E tantas, ainda, chegando”, assegura.

“Vamos, portanto, avançar em nossas conquistas para sermos a cidade de nossos sonhos. Próspera e feliz, e podermos dizer, como Machado de Assis, que ‘o sonho coincidiu com a realidade, e as mesmas bocas uniram-se na imaginação e fora dela.’ E, a gente, daqui, tendo mais orgulho da ‘Cidade Poesia’, da ‘Cidade Mágica’, da ‘Cidade Encanto’ de Garanhuns”, diz Givaldo.

Que continua, dizendo: “mas, para tal, precisamos oxigenar e rechear mais a nossa Agenda Econômica, tecendo nosso ‘Plano de Turismo Criativo’, capaz de pôr fim ao sazonal de nossas demandas, fazendo crescer o nosso Turismo de Negócio, e voltar o nosso Turismo de Congresso... Enfim, capaz de atrair mais turistas, e fazer retornar aqueles que vinham à nossa cidade, décadas passadas, por uma série de razões. Por nossa geografia estratégica, e conexão terrestre, a 224 km do Recife; a 343 km de João Pessoa; a 160 km de Maceió; a 304 km de Aracaju. Mesmo sem a duplicação das BR’s - São Caetano x Garanhuns - BR 423; Arapiraca x Garanhuns - BR 424, e ausência de voos à nossa cidade.”

“Não enxergo outras saídas que possam alavancar nossa economia, senão através desses exercícios. Que abracem nossas vocações. E, aqui, temos duas vedetes imbatíveis: a nossa água e o nosso clima. Que, acredito, os melhores do Brasil. E, aqui, temos excelentes pousadas, hotéis, flats e restaurantes. E, aqui, temos 23 pontos turísticos, que precisam ser melhor expostos. E, aqui, temos tudo que uma cidade turística precisa para erguer sua economia, e dar impulso à melhoria da qualidade de vida da nossa gente. Falta-nos, contudo, um olhar. Um olhar mais curioso, decidido e profissional, capaz de enfrentar e combater esse gargalo. O cruel gargalo da ocupação sazonal.

E digo mais: não adianta água, clima, hotéis... E só. Temos que ter atrações que seduzam o turista. Atrações que mexam com os seus cinco sentidos. Que, enfim, lhe empolguem.

Mas, para que isso ocorra, temos que ir atrás de parcerias públicas e privadas. E que o nosso Conselho Municipal de Turismo esteja regular e antenado, a fim de que conheça os incentivos à disposição dos municípios turísticos, propiciados pela PRODETUR. E que, entrementes, se procure melhorar as estruturas dos pontos turísticos existentes na cidade. Caso do Cristo Crucificado; da Via Sacra; do Santuário Mãe Rainha, dentre outros. Sem perder de vista a implantação de equipamentos que encantam o turista, a exemplo de teleféricos, e outros, como acontece em cidades como Bonito, Gravatá e Triunfo, com total êxito. Também um Lago Artificial seria outro atrativo à disposição daqueles que vêm a nossa cidade, e da nossa gente, equipado com pedalinhos para um prazeroso passeio. E que, ainda, no escopo do turismo criativo, esteja presente o ‘CALENDÁRIO TURÍSTICO DA CIDADE DE GARANHUNS’.”

 

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