
Um homem de 49 anos identificado como Edmilson Bahia de Andrade, morreu na manhã desta terça-feira (07). Segundo o relato de familiares, Edmilson deu entrada no Hospital Regional Dom Moura – HRDM, na última quinta-feira (02), se queixando de cansaço, febre, fraqueza e falta de ar, após o atendimento médico no hospital ele foi diagnosticado com Pneumonia, medicado, recebeu alta e retornou para a sua residência. No sábado (04) teve uma piora no quadro clínico e foi novamente à emergência do HRDM onde fizeram a coleta para confirmar ou não se Edmilson estava contaminado por Covid-19 ou H1N1 (resultado ainda não foi divulgado), o paciente novamente recebeu alta e foi liberado.
Na noite desta segunda (06), Edmilson retornou ao hospital queixando-se de falta de ar, e de imediato foi entubado por seu quadro clínico ser considerado crítico.
Na madrugada desta terça-feira (07) às 04h00, teve uma piora e não resistiu, vindo a óbito. O sepultamento aconteceu na manhã desta terça-feira (07). Edmilson era motorista de ônibus e morava do bairro Manoel Chéu.
Fotos do sepultamento circulam nas redes sociais da cidade, onde é visto homens da Vigilância Sanitária do município e funcionários da funerária que fizeram os serviços fúnebres vestidos com equipamento de proteção individual (EPI).

A Vigilância Sanitária não permitiu que a família acompanhasse o sepultamento, e o Cemitério São Miguel onde foi realizado o sepultamento ficou fechado. Segundo a Vigilância Sanitária as medidas foram tomadas, pois se trata de um caso de suspeita de Covid-19.

Um áudio com a suposta voz do paciente circula nas redes sociais com o seguinte relato:
“Acabei de chegar primo veio, acabei de chegar da Perpetuo Socorro, não passei muito bem ontem à noite, sem conseguir dormir, meu filho, tossindo, faltando... falta de ar, tossindo tossido, febre dor de cabeça. Então quando foi hoje eu digo: Homi, eu vou cuidar, vou agilizar esse trem. Aí fui na Perpetuo Socorro, tirei uma chapa lá, uma chapa lá do pulmão, umas coisas outras, tomei um soro, tomei um medicamento na veia, pressão muito alta, lá em cima também, aí de inicio.., de imediato né, constatou que eu tô com pneumonia, né, mas aí.. tá muito perigoso, que pneumonia já é área, considerado área de risco né, área de risco a pneumonia. Aí.. esse ‘bendito coronavíruas’, aí os hospital já estão tudo cheio meu fi.. não é brincadeira não, isso é coisa seria, viu. Os hospital lá já estão tudo cheio, recomendou que eu viesse pra casa passou um medicamento aí, eu comprei, e mandou eu não ter.. durante quinze dias não manter muito contato não né, porque de uma maneira ou de outra a pneumonia também pega né? E... tô por aqui, tô só aqui repousando aqui, mas não estou muito bem não, dor de cabeça, tudo. Quando chega a noite piora visse, só Jesus na causa meu fi.., só Jesus, mas Deus vai.. dá o livramento com certeza né, vou sair dessa. Mandou eu passar quinze dias em casa aqui, um pouco isolado, sem muito contato... sem muito contato com as pessoas, tô por aqui em casa usando a máscara... só saindo do quarto pra ir pro banheiro, evitar né? Pra não... você sabe que pega né? Pega.. e.. a pneumonia cara fica com a imunidade baixa né (...) tô tomando uns medicamentos.”
O Hospital Regional Dom Moura até o fechamento desta edição não se pronunciou sobre o caso.