
O Governo do Estado tem determinado o isolamento social como uma das estratégias para combater o aumento do contágio do Covid-19. Contudo, muitas pessoas parecem não ter entendido esta necessidade e circulam pelas ruas das cidades pernambucanas como se nada estivesse acontecendo, aumentando o risco de contaminação e a possibilidade de levar o vírus para casa, onde estão os familiares, alguns deles de grupos de risco.
Então, para quê o isolamento social? Segundo o Dr. Samuel Feitosa, coordenador médico da UPAE Garanhuns, o isolamento serve justamente para que as pessoas não tenham contato com pessoas e ambientes infectados.
"O contágio acontece quando se tem contato com o vírus, seja através de outra pessoa, que pode expelir quando fala, espirra ou tosse, ou quando se toca em locais infectados. O virus permanece vivo por vários dias em superfícies, produtos, maçanetas, como exemplos, e muitos locais onde se possa tocar, e ao se levar a mão à boca, olhos ou nariz, o Covid-19 tem acesso às vias respiratórias e daí para o pulmão, provocando crise aguda respiratória", explica o médico.
O isolamento social não garante que as pessoas não serão infectadas, pois algum contato com o mundo exterior pode levar o vírus para o lar. Por isso, é importante medidas de controle em casa, como um "local sujo", para troca de sapatos, recebimento de comidas e outros produtos, e procurar desinfectar tudo que chegue "de fora", com álcool 70%. O uso de sabão e álcool em gel deve fazer parte da rotina da casa.
A letalidade do Covid-19 é maior entre idosos, imunodeprimidos e portadores de doenças crônicas (tuberculosos, portadores de HIV, diabéticos, hipertensos), mas tem se verificado óbitos em pacientes de diversas faixas etárias, o que aumenta a preocupação para que todos busquem o isolamento. Além da prevenção pessoal e familiar, trata-se ainda de um movimento social, pois a pessoa infectada sem os sinais da doença é um vetor potente de transmissão em locais públicos.