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BALANÇO NACIONAL: Brasil registra 1.328 mortes por coronavírus 23.430 casos confirmados

Em 24 horas, o Ministério da Saúde registrou 105 novos óbitos e 1.261 novas casos. O balanço da pasta também aponta 23.430 casos confirmados da doença, aumento de 6% em um dia

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
14/04/2020 às 08h28 Atualizada em 14/04/2020 às 08h42
BALANÇO NACIONAL: Brasil registra 1.328 mortes por coronavírus 23.430 casos confirmados

O Brasil começou a semana registrando 1.328 mortes em decorrência do novo coronavírus e 23.430 casos confirmados. Os dados foram divulgados no boletim atualizado do Ministério da Saúde desta segunda-feira (13).

Foram 1.261 novas confirmações em 24 horas. São Paulo concentra a maior parte das notificações da lista nacional e apenas Tocantins não tem óbito pela doença no país.

Os números estão consolidados com as informações que foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde até às 14h desta segunda-feira (13).

A maior parte das notificações da lista nacional está em São Paulo, com 8.895 casos confirmados e 608 mortes. Apenas o estado de Tocantins não tem, até o momento, óbito pela doença, mas também registrou casos confirmados, assim como todos os demais estados brasileiros.

Atualmente, os estados do Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro estão em estado de emergência, ou seja, precisam redobrar os cuidados em relação à prevenção do coronavírus por estarem 50% acima da incidência nacional de casos de coronavírus.

HOSPITALIZAÇÕES E GRUPOS DE RISCO

Do total de casos, 4.926 estão em estado grave, necessitando de internação em hospitais de referência em todo o Brasil. Atualmente, dos 1.328 óbitos confirmados, 74% ocorreram em pessoas com mais de 60 anos e 75% do total das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco.

Pessoas acima de 60 anos se enquadram no grupo de risco, mesmo que não tenham nenhum problema de saúde associado. Além disso, pessoas de qualquer idade que tenham comobirdades, como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade, asma e puérperas, entre outras, também precisam redobrar os cuidados nas medidas de prevenção ao coronavírus.

PERFIL DAS VÍTIMAS

O Ministério da Saúde concluiu a investigação de 1.066 dos 1.328 óbitos registrados pela Covid-19.

O perfil das vítimas segue o mesmo padrão desde o início. 58,9% eram homens e 41,1%, mulheres. Do total, 74% tinham acima de 60 anos e 75% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, diabetes e a pneumopatia e doenças neurológicas.

AÇÕES PARA POVOS TRADICIONAIS

Foi anunciado pela ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, um investimento, até o meio do ano, de R$ 4,7 bilhões nessas ações. Ela citou como exemplo benefícios como a renda mínima emergencial para aqueles cadastrados no Bolsa Família, distribuição de cestas básicas e merenda escolar para povos indígenas e ciganos.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que, até o momento foram confirmados três óbitos em indígenas.

CORONAVÍRUS EM PRESÍDIOS

O ministro da Justiça confirmou três casos de Covid-19 em prisões até o momento. No Pará, um preso apresentou sintomas ao retornar de saída temporária e agora cumpre prisão domiciliar. No Ceará, também houve um caso confirmado.

No Distrito Federal, um detento teria sido diagnosticado tardiamente e pode ter infectado outros 20 presos, segundo Moro.

Ainda segundo o ministro, a estratégia adotada é o isolamento da população carcerária para evitar a disseminação, tanto pela suspensão de visitas quanto pela saída e retorno do detento. "Isso gera alguma preocupação de que eventualmente possa ter alguma rebelião ou motim, mas até o momento temos visto uma compreensão da população carcerária", comentou.

Moro também disse que "é uma recomendação válida" a do CNJ, de que juízes avaliem o relaxamento de prisão das populações mais vulneráveis. "Pondero que não se coloque em liberdade presos perigosos", frisou.

Ele explicou que o atual protocolo é separar espaços carcerários específicos aos novos presos, para que fiquem em quarentena antes de serem direcionados aos estabelecimentos carcerários em geral.

COEFICIENTE POPULACIONAL

No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186). Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), na categoria de “emergência” de acordo com a escala do MS.

As capitais com maior incidência são Fortaleza (573), São Paulo (518), Manaus e entorno (482), Macapá (391) e Florianópolis (345). Na consideração por área de saúde, ganha destaque também na área central, no Amapá, com índice de 348, além de Rio Negro e Solimões, no Amazonas, com 305.

As hospitalizações por covid-10 totalizaram 4.926. No entanto, ainda há 31.605 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em investigação, dependendo de testes para averiguar se são casos de infecção por novo coronavírus ou não.

Com informações: Ministério da Saúde

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