
A terra voltou a tremer na noite desta terça-feira (28), em Caruaru, no Agreste pernambucano. O abalo sísmico ocorreu por vota das 23h45, segundo informou o Portal no Detalhe.
O tremor de baixa intensidade foi sentido em alguns bairros da cidade, com duração de cerca de um segundo. Onde o tremor foi sentido com intensidade um pouco mais forte e mais de uma vez foi nos bairros, São Francisco, Petrópolis, Vila Kennedy, Distrito Industrial, Alto do Moura, Caiuca, e na área rural na região do Murici. Nessas localidades os moradores relataram que sentiram mais de uma vez a terra tremer, outros acrescentaram que também ouviram barulhos no momento do abalo.
Há informações, não confirmadas, de que o tremor teria sido sentido na zona rural de São Caetano. Até o momento nenhuma Estação Sismológica se pronunciou sobre o caso.

Fenômenos do tipo são corriqueiros na história sismológica de Caruaru e região, conforme explica o físico Neymar Costa, do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - LabSis/UFRN. "Nós estamos em uma grande placa, a Sulamericana, e toda ela tem falhas geológicas. Ela faz parte de uma camada rígida que envolve todo o globo. O magma, a parte líquida, está sob pressão devido às altas temperaturas, por isso há movimento no interior da Terra. E as tensões são aliviadas através da liberação de energia (resultando nos tremores)”.
Segundo o LabSis/UFRN, "é impossível prever a evolução da atividade sísmica, isto é, se trata de um espasmo ou se é o início de uma nova fase de intensa atividade sísmica, como ocorreu algumas vezes em Caruaru".
Sobre a relação entre tremores de terra e a falta ou a vinda de chuva, o físico Neymar Costa diz que isto pode desencadear o fenômeno dos abalos. Contudo, "são muitos os fatores e não se pode precisar, neste caso, se foi por isso. Para se entender, quando o volume de água aumenta ou diminui, ocorre o aumento ou o alívio da tensão. Quando alivia em um local, aumenta em outro".