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Brasil encerrou o mês de abril com 5.901 mortes e 85.380 casos de coronavírus; nas últimas 24 horas foram 435 mortes confirmadas

O país registrou recorde de novos casos, em 24 horas

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
01/05/2020 às 10h37 Atualizada em 01/05/2020 às 13h39
Brasil encerrou o mês de abril com 5.901 mortes e 85.380 casos de coronavírus; nas últimas 24 horas foram 435 mortes confirmadas

O Brasil encerrou o mês de abril com um total de 5.901 óbitos e 85.380 pessoas contaminadas pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, o país registrou 435 mortes e 7.218 novos casos de contaminação de Covid-19, informou o Ministério da Saúde. O país registrou recorde de novos casos, em 24 horas, com a adição de 7.218 infectados às estatísticas, um aumento de 9% em relação a ontem, quando foram registradas 78.662 mil pessoas nessa condição.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, do total de casos confirmados, 43.544 estão em acompanhamento (51%) e 35.935 (42%) já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.539 mortes.

Coronavírus no Brasil

Entre as regiões do país, o Sudeste concentra o maior número de casos, com 49,7% dos pacientes da doença (o que representa 42.443 pessoas). Em seguida na porcentagem de casos está o Nordeste, com 24.518 infectados (28,7%). Enquanto isso, o Norte registra 10.772 e o Sul contabiliza 4.958 casos. Na última posição está o Centro-Oeste, com 2.689 casos.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (2.375), 128 registradas nas últimas 24 horas, um aumento de 6% em relação ao balanço de quarta-feira (29), o estado é seguido pelo Rio de Janeiro (854), Pernambuco (565), Ceará (482) e Amazonas (425).

Também foram registradas mortes no Pará (208), Maranhão (184), Bahia (104), Paraná (83), Espírito Santo (83), Minas Gerais (82), Paraíba (62), Rio Grande do Norte (56), Rio Grande do Sul (51), Santa Catarina (46), Alagoas (47), Amapá (34), Distrito Federal (30), Goiás (29), Piauí (24), Acre (16), Sergipe (12), Rondônia (16), Mato Grosso (11), Mato Grosso do Sul (9), Roraima (7) e Tocantins (3).

DISTANCIAMENTO

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto na tarde desta quinta-feira (30), o ministro da saúde, Nelson Teich, falou sobre as medidas de distanciamento. Em entrevistas na semana passada, ele havia prometido diretrizes atualizadas no fim deste mês. O titular da pasta lembrou que a decisão é de estados e municípios, informou que as orientações estão prontas, mas que ainda não foram divulgadas porque se preocupa com a forma como isso será tratado.

“Se a gente não parar pra ver o que isso representa para a sociedade e ficar polarizando pra dizer se é bom ou ruim não vai levar a nada. Até mesmo você colocar uma diretriz, vira argumento para discussão de polarização de políticas e ideias”, reclamou. Ontem em audiência com senadores o ministro adiantou alguns critérios, como a capacidade de atendimento, a incidência da doença e o estágio da curva.

Perguntado sobre a flexibilização do isolamento, declarou que a orientação é de manter o distanciamento e que a diretriz vai ser um instrumento para estados e municípios abrirem em um cenário em que o avanço estiver mais controlado, mas que agora não seria este momento. “Não dá para começar liberação quando tem curva em franca ascendência”.

“Neste momento em que temos os grandes centros urbanos em fase de ascensão não é momento adequado de se colocar isso, pois pode criar expectativa na própria população de que o MS [Ministério da Saúde] está recomendando a flexibilização. Isso tem que ser feito de forma cautelosa”, acrescentou o assessor especial do ministro, Denizar Vianna.

Com informações: Agência Brasil

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