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Mulheres privadas de liberdade estão se preparando para o Encceja com a colaboração voluntária de uma policial penal que ministra as aulas

Iniciativa da policial penal visa preparar sete custodiadas da Unidade Penal Feminina de Pedro Afonso para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos

Central
Por: Central Fonte: Secom Tocantins
25/08/2021 às 12h50
Mulheres privadas de liberdade estão se preparando para o Encceja com a colaboração voluntária de uma policial penal que ministra as aulas
Sete mulheres em privação de liberdade estão participando das aulas para o Encceja - Foto: Cidadania e Justiça/Governo do Tocantins

Mulheres privadas de liberdade da Unidade Penal Feminina de Pedro Afonso estão tendo aulas preparatórias para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) que ocorrerá em outubro, por meio da ação voluntária da policial penalAlyne Soares, que temformação em pedagogia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), e com apoio da chefe da unidade, Renata Barbosa.

O projeto denominadoLivre: Abrir Caminhos e Mentesfoi escrito pela policial penal Alyne Soares que juntamente com a chefe da unidade solicitou apoio do Conselho da Comunidade e da Escola Estadual Ana Amorim, que oferta escolarização dentro da unidade penal, para montar kits de materiais escolares e de conteúdo que foram distribuídos para as sete mulheres privadas de liberdade que farão o exame. Entre as atividades das aulas estão leituras, debates, redação e interpretação de texto.

D. D. S participa das aulas preparatórias e conta o que espera. “A minha perspectiva é expandir meu conhecimento e alcançar meus objetivos. Através deste curso, estou tendo a oportunidade de aprender e me preparar para a prova, se eu não estivesse no curso preparatório teria muita dificuldade. Iniciativas como essas nos fazem acreditar na capacidade de conquistar o que desejarmos. Educação é a base de um futuro melhor e de perspectivas positivas para minha vida, estou contente com o cursinho porque tenho a certeza que através dele irei arrasar na prova”, afirma a custodiada da Unidade Penal.

“As reeducandas receberam muito bem o projeto e estão animadas. Acredito que o policial penal é um instrumento de ressocialização importante, porque vivemos o dia a dia das unidades. Fui inspirada por um projeto similar que a policial penal Nenivea Moura tem realizado em Guaraí. Graças a Polícia Penal, temos hoje um sistema onde o apenado trabalha e estuda e isso é fruto da dedicação dos policiais nas unidades. Vivemos novos tempos no Sistema Prisional do Tocantins e educar, dar oportunidades, oferecer caminhos é libertar. A liberdade deve começar de dentro, e a educação faz isso”, enfatiza a policial penal Alyne Soares.

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