
Eleito com 34,39% dos votos válidos, Sivaldo Albino (PSB) foi declarado prefeito de Garanhuns, para comandar os destinos da cidade no quadriênio 2021/2024. Em segundo lugar, Silvino Duarte (PTB) obteve 31,52%; Zaqueu Lins (PP), 25,54%; João Lins (DEM) 6,65%; Paulo Camelo (PCB), 1,32%; Valter Couto (REDE), 0,31% e Ronaldo Todinho (PROS) 0,29%. Que totalizam 68,59 % de votos dados às oposições. “Ou seja: 51.051,” diz Givaldo Calado de Freitas, que era pré-candidato pelo AVANTE, e que deixou de ser candidato “na tentativa de, com meu exemplo, poder unir as oposições”, segundo afirmou a este repórter.
Ou seja, aconteceu que o candidato a prefeito da situação, Silvino Duarte, que fugia dos debates na campanha; que cantava vitória antecipada, e que representava o grupo político que está no poder a 24 anos, foi derrotado pelas forcas mudancistas da cidade. “Duarte, agora, não tem outro caminho que não seja “sumir” de verdade da cidade para sua querida Paraíba, e assistir, de lá, à retomada de Garanhuns, a partir do próximo ano, coisa que ele, e seu grupo, não admitiam”, argui Givaldo.
Nesse processo, o maior derrotado foi o prefeito Izaías Régis e seu grupo dominante, que sempre pensaram que governar Garanhuns era só e só fazer calçamentos malfeitos e colocar luz de led, esquecendo de sua gente sem perspectiva, por lhe faltar quem cuide dela. Ou seja: o “feijão com arroz”, desses últimos 24 anos. “Isso, agora, vai acabar”, é o comentário nas ruas da cidade.

A soma de votos válidos em Garanhuns foi de 71.355 distribuídos entre os 7 candidatos a prefeito. Silvino Duarte, detentor de 2 mandatos como prefeito, teve 20.344 votos.
Somando os votos contra o atual governo municipal, temos 51.011 votos contrários. Portanto, os eleitores de Garanhuns pisotearam a gestão do prefeito Izaías Régis, e disseram “não”, e de forma acachapante, ao indicado à sua sucessão.
Além de não ter feito o seu sucessor, o atual prefeito foi derrotado também no ano de 2018. Apoiados por Izaías, os então candidatos a deputados Álvaro Porto e Sílvio Costa Filho tiveram votações inexpressivas em Garanhuns. “Bolsonaro, então, nas urnas, e com seu apoio e entusiasmo e etc. e etc., meros 27,78%, contra 72,22% dados a Haddad. Agora, o prefeito, com seu candidato, 28,51%, contra 71,49%, das oposições. É. Devo reconhecer que cresceu um pouquinho”, crava Calado de Freitas.
Em suma, o que temos é que a população de Garanhuns disse “não” à continuidade do grupo político do prefeito Izaías, após quase 8 anos de governo. Isso diz muito sobre a avaliação que os garanhuenses fazem da atuação dele como gestor.

