O ICE (Índice de Confiança Empresarial) interrompeu a recente sequência de altas e caiu 2,5 pontos em setembro, para 99,9 pontos. Trata-se da primeira queda desde março, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (1º) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Para Aloisio Campelo Jr., superintendente de estatísticas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), a evolução do otimismo empresarial preocupa em função da piora das expectativas, que deixam de ser otimistas e passam a neutras.
"O quadro de crescimento econômico moderado se mantém neste final de terceiro trimestre mas surgem no radar empresarial os riscos de uma crise energética, uma possível desaceleração da economia chinesa e o impacto da alta gradual dos juros no consumo interno”, avalia ele.
A queda da confiança dos empresários foi motivada tanto pela piora da avaliação sobre a situação corrente quanto das expectativas paras os próximos meses. O ISA-E (Índice de Situação Atual Empresarial) caiu 1,2 ponto, para 99,3 pontos e o IE-E (Índice de Expectativas) recuou 3,8 pontos, para 99,9 pontos.
Entre os setores que integram o indicador, apenas a confiança da Construção não recuou em setembro, com uma variação de +0,1 ponto. A confiança do Comércio registrou a maior queda entre os setores, seguido por Serviços e Indústria. Em todos os segmentos, os movimentos da confiança foram determinados principalmente pela piora das expectativas em relação aos próximos meses.