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Padaria e restaurante perdem pedidos com queda no WhatsApp

Estabelecimentos do setor de serviços, como farmácia e gráfica, também viram encomendas caírem nesta segunda-feira

Central
Por: Central Fonte: R7 - Márcia Rodrigues, do R7
04/10/2021 às 17h45

A queda do sistema do WhatsApp, rede social de troca de mensagens, afetou diretamente estabelecimentos de comércio e serviços que recebem encomendas pela plataforma.

O restaurante e lanchonete A.J. Bela Cintra, na região da Avenida Paulista, no centro da capital de São Paulo, não registrou nenhum pedido pelo WhatsApp.

Dos 30 pedidos de almoço que recebe por dia via a plataforma, nenhum foi realizado nesta segunda-feira.

"Todos os dias temos como certa essa quantidade de pedidos na hora do almoço, seja para prato feito ou sanduíche. Hoje, com a falha do WhatsApp, não registramos nenhum", conta Givanildo Bezerra de Lima, sócio do estabelecimento.

Outro estabelecimento que sentiu os efeitos do apagão do WhatsApp foi a padaria Bella Paulista.

"60% dos nossos pedidos são feitos pelo WhatsApp, principalmente de hotéis e empresas que atuam na região", diz José Roberto Catarino, sócio da panificadora.

Para reduzir o tamanho do prejuízo gerado pela queda do sistema, um funcionário ligou para todos os hotéis que compram seus produtos diariamente para e registrou tudo por telefone.

Marcos Rosa, dono da adega Escalada, também é um dos empresários que utiliza o WhatsApp para falar com os clientes. Cerca de 40 entregas de água e outras bebidas são feitas por dia por clientes que fazem encomendas pelo WhatsApp. Assim como os demais, perdeu vendas nesta segunda-feira.

Apagão do WhatsApp também afetou setor de serviços

Sabrina Regiane, gerente da rede de farmácias Drogasil, afirma que dos cerca de 15 a 20 pedidos que recebe por dia via WhatsApp, nenhum foi formalizado nesta segunda-feira.

A gerente diz que as encomendas feitas pela plataforma totalizam o montante de aproximadamente R$ 18 mil por mês. "É um valor bem representativo no orçamento."

Alexandre Domingos Del Nero, sócio da Doregráfica, atende em média 30 pessoas por dia pela rede social de troca de mensagens.

"São clientes que solicitam trabalhos ou consumidores cotando preços e para saber se executamos algum tipo de serviço", afirma.

Nesta segunda-feira, porém, nenhuma mensagem foi recebida.

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