
A Defensoria Pública de Pernambuco, através do Núcleo de Defesa da Saúde Coletiva (NUDESC), enviou à Secretaria de Saúde do Estado e também para os municípios, Recomendações referentes ao Plano de Operacionalização para Vacinação contra a Covid-19 no Estado. Diante das denúncias verificadas de uso em grupos inadequado nos últimos dias, as recomendações visam regular o entendimento quanto ao grupo prioritário indicado para vacinação emergencial.
O Ministério da Saúde, enquanto Órgão Superior, determina macro orientações referentes aos planos locais de ação para os Estados e seus municípios. A Entidade também estabelece um grupo prioritário quanto ao recebimento da vacina, os profissionais da saúde. Existe, ainda, a possibilidade de inclusão de outros trabalhadores, estando em contato direto com o ambiente hospitalar, além do alto risco de possibilidade de contágio. Porém, as categorias não são definidas especificamente pelo Ministério da Saúde. Essa falta de clareza acarretou em algumas polêmicas em detrimento de outras categorias estarem tomando a vacina.
Para a Defensora Pública Carol Khouri, Chefe do NUDESC, diante desta indefinição, cabe ao Estado de Pernambuco indicar tanto as pessoas quanto as profissões que possuem preferência na vacinação. E isso não foi decretado pelas autoridades pernambucanas. “A Organização Mundial da Saúde propõe que existem riscos de morte de algumas profissões em um grau de elevação. Então, um médico ou um enfermeiro têm um risco maior. Já aquela pessoa que está longe do paciente tem um risco menor. Se recebemos um quantitativo de vacinas que vai atender somente 34% dos trabalhadores de saúde, é preciso existir uma prioridade dentro desse corpo,” completou.Pernambuco conta com cerca de 290 mil servidores na área de saúde.
Outra observação da Defensoria é priorizar os idosos e portadores de comorbidades deste ramo. “Precisamos estabelecer critérios. Uma das intenções dessa primeira fase de vacina, que infelizmente vai atingir um número pequeno, é que além de evitar mortes, vai permitir que a força de trabalho dos profissionais que mantém os doentes vivos precisa ser preservada,” conclui Carolina Khouri.
DENÚNCIAS
Na última semana, em 17 de janeiro, a primeira dose da CoronaVac foi aplicada na cidade de São Paulo. Logo no dia seguinte, Pernambuco realizou o procedimento. Cada pessoa que for vacinada pela CoronaVac vai receber duas doses, com intervalo de duas ou três semanas. No Estado, a previsão é de 129 mil imunizados. Na capital, serão aproximadamente 33,1 mil pessoas. Ainda são poucos os casos de irregularidades identificados. A Defensoria Pública recebe denúncias através do Núcleo de Saúde Coletiva (NUDESC) pelo número de WhatsApp - 081 984601601.