
Apesar da Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns (CDL), não aderir a Greve Geral, e em entendimento com os lojistas da cidade, decidiu abrir o comércio amanhã dia 28, e obrigar os trabalhadores a está presente em seus postos de trabalho, a cidade de Garanhuns terá Greve sim, pelo menos parcial, uma vez que as Agências Bancarias da cidade não irão funcionar amanhã, assim também algumas repartições públicas estaduais e federais, professores de todos os níveis da educação, tanto da rede pública como da rede privada, também devem aderir a Greve Geral.
Existe um certo impasse na cidade em quanto a essa questão da Greve Geral, alguns sindicados representativos e entidades de classe da cidade ainda não se manifestaram a respeito, se vão aderir ou não. Já o trabalhando assalariado de várias categorias que é o maior interessando nessa questão, não se sente seguro em aderir a Greve Geral, uma vez que, com as mudanças feitas nas leis trabalhistas pelo Congresso Nacional na calada da noite, e com o aparente fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e mudanças nas regras das relações sindicais, muitos trabalhadores temem retaliações de seus padrões, e até mesmo a perda do seu emprego, preferindo assim, não participar da Greve Geral, e das manifestações de amanhã, e nesse cenário baixam a cabeça para a violação dos seus direitos.
Na oposição aos abusos proferidos pelo governo Temer contra a classe trabalhadora, está a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que convoca toda a classe trabalhadora para a Greve Geral de amanhã, o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, gravou um áudio convocado todos os trabalhadores do estado para a Greve Geral de amanhã, assim como outras entidades e instituições representativas da sociedade e da classe trabalhadora também estão engajados nessa luta pelo direito dos trabalhadores, e contra a reforma da previdência, proposta pelo governo Temer.
Ministério Público do Trabalho se manifestou através de nota em apoio a Greve Geral, afirmando ser esta uma Greve legal e legítima.
Em nota oficial, o Ministério Público do Trabalho reforçou a legitimidade da paralisação nacional convocada para esta sexta-feira, 28 de abril.
"Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”, diz o texto.
O órgão ainda aproveita para reiterar seu posicionamento institucional contra a mudanças propostas por Michel Temer e sua base.
Por: Jhonathas W. Oliveira
Confira na integra a nota do Ministério Público do Trabalho
I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);
II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);
III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho - MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;
IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual.
RONALDO CURADO FLEURY
Procurador-Geral do Trabalho