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Aliado de Bolsonaro e PT, Pacheco vence eleição no Senado

Pacheco é aliado do presidente Jair Bolsonaro e contava com o apoio de Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político Fonte: Portal Terra
01/02/2021 às 19h49 Atualizada em 01/02/2021 às 20h43
Aliado de Bolsonaro e PT, Pacheco vence eleição no Senado
Foto: Gabriela Biló / Estadão

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de 44 anos, confirmou o favoritismo na noite desta segunda-feira e se elegeu, ainda em primeiro turno, como novo presidente do Senado.

Pacheco foi eleito com um amplo apoio político: é aliado do presidente Jair Bolsonaro, contava com o apoio de Davi Alcolumbre (DEM-AP), agora seu antecessor no cargo, para o biênio 2021-2022, e até do PT. Conforme o Estadão revelou, o governo liberou um total de R$ 3 bilhões em verbas extras para deputados e senadores na esteira da negociação. Já Tebet concorreu de forma independente por não ter tido respaldo sequer da própria bancada.

Franco favorito, Pacheco conseguiu 57 votos, enquanto Simone Tebet teve 21 - três dos 81 senadores não compareceram à votação. Para ser eleito, um candidato precisava ter o apoio de pelo menos 41 senadores.

Com formação em Direito, Pacheco prometeu agir com independência em relação ao Planalto e fez um discurso de pacificação. Nos bastidores, a vitória era dada como certa antes mesmo da votação sigilosa, contando com o apoio não só de bolsonaristas, mas também de partidos da oposição. Católico, ele está no primeiro mandato como senador e presidirá o Senado até fevereiro de 2023.

Nascido em Porto Velho, criado em MG

No domingo, os candidatos do SSA 1 responderam a 44 questões, distribuídas entre as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Física, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol) e Filosofia. Nesta segunda-feira, eles foram submetidos a 46 questões, distribuídas entre as disciplinas de Biologia, Química, História, Geografia e Sociologia.

Uma série de acordos articulados por Pacheco para cargos na cúpula do Senado e comissões fizeram o MDB rifar Simone Tebet, que acabou se lançando na disputa como candidata avulsa. Na última hora, Major Olimpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Pode-RS) retiraram as candidaturas para apoiar a emedebista. A eleição para os demais cargos na Mesa vai ocorrer nesta terça-feira, 2. PSD e MDB disputam a 1ª vice-presidência.

O senador deixa o cargo sem dar entrevistas exclusivas à imprensa nem deixar um legado em sua gestão. Também paralisou as comissões, inclusive o Conselho de Ética, e fracassou na tentativa de emplacar o irmão, Josiel Alcolumbre, no comando da prefeitura de Macapá. Agora, negocia presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para continuar com influência na agenda do Senado.

 

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