
O prefeito Izaías Régis, anunciou na última sexta-feira dia 05, o aumento salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino, como cumprimento ao reajuste do piso nacional de educação estabelecido anualmente pelo Ministério da Educação (MEC). Um reajuste linear de 7,64%, colocando assim o município de Garanhuns entre os municípios da federação que pagam o piso aos professores.
O governo municipal vinha de uma longa negociação através do secretário de administração Bruno Gomes, com Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco (SINPRO), como informado em matéria publicitária da prefeitura, para estabelecer o reajuste do Piso Nacional dos Professores. MAS AO QUE TUDO INDICA FOI SÓ UMA CORTINA DE FUMAÇA.
O Portal Garanhuns Notícias, recebeu, em primeira mão, através de uma fonte, a informação que na tarde de ontem, terça-feira (09), o secretário de governo e articulação política, Mewitton Araujo, chegou as ESCONDIDAS, FORA DO HORÁRIO DE EXPEDIENTE NA CÂMARA DE VEREADORES, com um projeto de lei, digno de ser chamado de pacote de maldades, contra os servidores públicos do município, a começar pelos professores, onde ao invés de dá um reajuste aos professores, tira direitos e rendimentos já adquiridos.
Segundo as informações, o reajuste de 7,64%, proposto pelo governo municipal não contempla todos os professores, essa porcentagem seria calculada apenas para aqueles professores que recebem o equivalente há 150 horas aulas. Também estaria proposto à redução das demais cargas horárias, e sem reajuste, aos que ultrapassarem o limite de 150 horas aula, na redução da carga horária os professores só poderão ter no máximo 250 horas. Hoje o professor tem que acumula até 400 horas aula para complementar a sua renda. Com esse projeto enviado pelo prefeito Izaías Régis o professor não poderá trabalhar mais do que 250 horas aula, com essa medida tem professor que terá seu salário reduzido pela metade.
Outra proposta feita no projeto é a mudança de regime, ao invés de hora aula, como acontece em todo país, o prefeito quer a “hora relógio”, onde ao invés de se contar a hora aula, equivalente a uma aula de 50 minutos, será uma hora de relógio, tirando assim quase 20% dos salários dos professores municipais, nesse caso o professor vai passar a trabalhar mais e ganhar menos.
O prefeito também exigiu, que, se colocassem no projeto, medida tirando às 30 horas aulas de atividades que os professores de todo o país tem por direito, que é o equivalente as atividades desenvolvidas pelos professores fora da sala de aula, como elaboração e correção de provas, elaboração de aula e atividades extras na própria escola.
Nesse caso o reajuste e os vencimentos estariam baseados no tempo que o professor passar dentro da sala de aula, ignorando o que todos os professores são obrigados a fazer, que é levar trabalho da escola para casa.
Outra proposta de arrepia que pode vir por aí após o projeto aprovado, é os professores que recebem salários com cargas horárias elevadas e acima do limite proposto terão que fazer a devolução aos cofres do município, e isso valeria até para os professores inativos.
ISSO MESMO QUE VOCÊS LERAM. DE DUAS UMA, OU O PREFEITO SURTOU OU TA DE BRINCADEIRA E TUDO VAI SER EXCLARECIDO AINDA HOJE.
Ainda segundo a fonte, o prefeito Izaías Régis, já tem tudo articulado para a aprovação dessa matéria pela Câmara de Vereadores. Quando não é segredo para ninguém que o prefeito trata a câmara como uma secretária municipal, chegando inclusive a dar grito em vereador.
“Se os professores querem a lei vão ter a lei, eu posso tudo, se querem lei eu faço a minha lei” teria dito o prefeito a alguns assessores segundo nossa fonte.
(O piso salarial dos professores estabelecido por lei federal é de R$ 2.298,80 é o valor sobre o qual nenhum professor do país inteiro pode ganhar menos do que isso. Os estados e municípios que, por dificuldades financeiras, não possam arcar com o piso, devem contar com a complementação orçamentária da União, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º).


