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Casos suspeitos de doença da vaca louca não têm relação com carne

Duas pessoas estão internadas no RJ com o que a Fiocruz chama de suspeita de forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob

Central
Por: Central Fonte: R7
11/11/2021 às 16h35

Horas após confirmar que dois pacientes estavam internados no Rio de Janeiro com suspeita de EEB (encefalopatia espongiforme bovina), conhecida popularmente como doença da vaca louca, o INI/Fiocruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fundação Oswaldo Cruz) descartou que os casos tenham relação com consumo de carne.

Em nota o vice-diretor de Serviços Clínicos da instituição, Estevão Portela Nunes, afirma que, "considerando os aspectos clínicos e radiológicos", os pacientes estão sendo tratados "com suspeita da forma esporádica da doença de Creutzfeldt-Jakob".

"Esta forma esporádica não tem relação com o consumo de carne", acrescenta.

De acordo com o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, a DCJ (doença de Creutzfeldt-Jakob) também é uma encefalopatia espongiforme, mas mais comum do que a doença da vaca louca.

A forma esporádica é, segundo o guia, o tipo mais comum, representando 85% de todos os casos. "A DCJ esporádica geralmente afeta pessoas com mais de 40 anos de idade (média etária de cerca de 65 anos)."

As duas são doenças neurodegenerativas raras e denominadas priônicas, por serem causadas por príons — formas modificadas de uma proteína presente normalmente no organismo.

Os sintomas incluem demência, mioclonia (espasmos e contrações musculares) e outros déficits no sistema nervoso central. A morte geralmente ocorre entre quatro meses e dois anos após a infecção, a depender da modalidade e do subtipo da DCJ. O tratamento é apenas de suporte.

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