Na Semana Nacional do Doador de Sangue, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) lançou a campanha ‘Heróis da Vida Real’. O cantor Xanddy, da banda Harmonia do Samba, e a banda A Música Une, formada por profissionais do Hospital Espanhol, que integram à campanha, participaram da cerimônia de homenagem aos doadores fidelizados e a trabalhadores da instituição, nesta quinta-feira (25), Dia Nacional do Doador de Sangue.
O cantor foi escolhido pelos colaboradores da fundação como representante baiano da segunda edição da campanha ‘Hemocentros Unidos’, promovida pela Hemoba e mais 16 hemocentros do país. “O sentimento é de amor e de esperança quando vejo alguém participando dessa causa. É o carinho e o cuidar de quem está precisando. Essa atitude precisa ser recorrente, porque a demanda existe o tempo inteiro. Fica aqui o meu incentivo e o meu apelo a toda a população de que vocês se comprometam e entrem nessa corrente do bem. Vamos fazer a diferença”, declarou Xanddy.
A campanha ‘Heróis da Vida Real’ tem como objetivo homenagear os profissionais da saúde que estão à frente na coleta de sangue e todos os doadores que ajudam a manter o estoque de sangue nos hemocentros. “É um esforço coletivo. Dada a importância que é o sangue, a gente tem a comemoração do Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. É uma maneira de sobrevida de muitas pessoas, seja por serem portadoras de doenças que, com frequência, necessitam de transfusões, como a anemia falciforme, ou por traumas, procedimentos cirúrgicos ou doenças crônicas. Então, comemorar é muito importante”, disse a secretária estadual da Saúde, Tereza Paim.
Doador há mais de 20 anos, João Figueredo, 57 anos, defende a campanha como uma forma de chamar atenção da população, “mas, acima de tudo, é um dia especial para que as pessoas façam o bem ao próximo sem esperar nada em troca. Não custa nada dedicar um pouco do nosso tempo. É rápido e o mais importante é que a gente se sente bem com isso. Temos que fazer a nossa parte, não apenas nos momentos difíceis, mas em toda nossa vida”.
Destacando a importância da iniciativa no atual contexto da pandemia, o diretor-geral da Hemoba, Fernando Araújo, explicou que a instituição tem se adequado aos protocolos sanitários. “Desde março de 2021, nós adequamos os protocolos com um maior distanciamento, utilização de máscaras e álcool em gel, para uma maior segurança, uma vez que somos um serviço essencial, ou seja, não podemos parar. Se a Fundação Hemoba para, os hospitais deixam de receber sangue, não somente na capital, mas nas 21 unidades do Estado que atendem os 417 municípios”, destacou.
Para ser um doador voluntário, é necessário ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que menor de 18 anos deve estar acompanhado do responsável legal, ter mais de 50 quilos, apresentar um documento de identificação oficial com foto e preferencialmente com um bom estado de saúde.
O diretor-geral da Hemoba esclareceu que não são permitidas doações de sangue para as pessoas que estiverem com sintomas gripais ou com resfriado, como forma de segurança. “Para quem teve covid-19 e não possui sequelas, pode fazer doação com 30 dias. Quem tomou o imunizante CoronaVac pode doar com 48 horas. E quem tomou as demais vacinas pode doar com sete dias”.
No caso da medula óssea, o Ministério da Saúde alterou a portaria n° 685, de 16 de junho de 2021, que reduziu a idade limite de 55 para 35 anos aos voluntários que queiram fazer o cadastro para doação. A programação nas 21 unidades da Hemoba do interior da Bahia está disponível nosite da instituição.
Repórter: Lucas Gravatá

