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Senadores reprovam declarações de Bolsonaro sobre medidas para combater pandemia

Senadores criticaram nas redes sociais as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra as medidas de isolamento social tomadas por prefeitos e g...

04/03/2021 19h20
Por: Central Fonte: Agência Senado
Senadores reprovam declarações de Bolsonaro sobre medidas para combater pandemia

Senadores criticaram nas redes sociais as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra as medidas de isolamento social tomadas por prefeitos e governadores nos últimos dias. Em cerimônia de inauguração de um trecho da ferrovia Norte-Sul nesta quinta-feira (4), em São Simão, Goiás, o presidente chamou de "mimimi" e "frescura" os decretos de fechamento das atividades para combater a disseminação do coronavírus. Diversos estados e municípios têm adotado medidas de restrições das atividades em decorrência do aumento de contaminados e da falta de leitos nos hospitais para tratar pacientes de covid-19.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou a postura de Jair Bolsonaro em relação às mais de 260 mil de mortes oficialmente ocasionadas pela covid-19 no país. “‘Mimimi’ é o compromisso de Bolsonaro com quase 300 mil mortos, o desprezo pela vida, e a incompetência dele de governar o Brasil. Fora Genocida”, disse Rogério Carvalho, para quem o presidente da República demonstrou “desprezo pela vida”. 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reagiu à fala de Bolsonaro citando um trecho da música Blues da Piedade, do cantor e compositor Cazuza. “Respondo a ele com os versos do nosso poeta Cazuza: ‘Vamos pedir piedade. Senhor, piedade para essa gente careta e covarde. Vamos pedir piedade. Senhor, piedade. Dê-lhes grandeza e um pouco de coragem’”, publicou o senador. 

Já o senador Veneziano (MDB-PB) apontou o recorde de mortes que o país contabilizou nesta quarta-feira (3), chegando à marca de 1.910 óbitos decorrentes da coivd-19, e desaprovou o comportamento do presidente da República frente à pandemia. 

“Ao tempo em que, lamentavelmente, perdemos cerca de 2 mil pessoas por dia pela covid, ouvimos do presidente que a dor e a preocupação de milhares de brasileiros são ‘mimimi’”, declarou Veneziano. 

Aglomeração

Bolsonaro também criticou as medidas que estão sendo tomadas pelos estados e munícipios para conter o avanço do vírus em parada feita em Uberlândia, em Minas Gerais, quando estava a caminho de São Simão. Essa manifestação do presidente foi alvo de críticas do senador Cid Gomes (PDT-CE) que reprovou a atitude.

"Continua o desrespeito de Bolsonaro à vida. Agora, em visita a cidades do Triângulo Mineiro. É um comportamento padrão: minimiza o vírus, aglomera sem máscara e expõe sua covardia. Voltou a culpar prefeitos, governadores e a imprensa. Não esperem nada de bom desse incapaz", disse Cid Gomes.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que esse momento da pandemia é o “mais triste da história desse país” e chamou o chefe do Executivo de irresponsável.  “É o pior momento da pandemia. O momento mais triste da história desse país. O mundo inteiro em choque. Famílias destruídas e Bolsonaro sendo o irresponsável que ele é. Maluco”, afirmou o parlamentar. 

Recorde de mortes 

O senador Paulo Rocha (PT-PA) também condenou o discurso de Bolsonaro contrário às recomendações de isolamento social e observou que a pandemia no país está em descontrole. 

“Ele é um asqueroso. São quase 260 mil mortos, estamos chegando em 2 mil óbitos por dia. A pandemia no Brasil está completamente em descontrole. Bolsonaro mais uma vez debocha dos brasileiros que perderam as vidas e as famílias em luto”, afirmou o senador. 

Pandemia no Brasil 

O Brasil vive o pior momento da pandemia desde a confirmação do primeiro caso de covid-19 em fevereiro do ano passado, batendo o recorde de mortes, nesta quarta-feira, quando contabilizou 1.910 óbitos pela doença em 24 horas. Até o momento, o país perdeu mais de 260 mil cidadãos para o coronavírus. O total de pessoas contaminadas no país já se aproxima de 11 milhões, com cerca de 9,5 milhões de brasileiros recuperados. 

De acordo com o levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, pouco mais de 7 milhões de pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra covid-19, e mais de 2 milhões tomaram as duas doses. No total, 9.655.115 doses foram aplicadas em todo o país, o que representa apenas 4,56% da população. 

Ana Luísa Santos, com supervisão de Paola Lima 

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