
Os saltos nos preços da cebola (16,08%) e da gasolina (6,98%) foram os principais responsáveis pela alta de 0,4% do IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1), a inflação das famílias de baixa renda, em fevereiro.
O indicador, divulgado nesta sexta-feira (5), pela FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta para uma desaceleração da taxa, que figurou abaixo da inflação geral (+0,54%) no período. No acumulado dos últimos dos meses, no entanto, a inflação dos mais pobres segue 0,85 ponto percentual acima da taxa global dos brasileiros.
Em fevereiro, apenas os preços dos setores de Habitação (de -1,37% para 0,17%) e Transportes (de 0,64% para 2,18%) registraram alta maior do que a registrada no mês anterior. As maiores desacelerações foram apuradas no preço da tarifa de eletricidade residencial (de -6,78% para -0,78%) e gasolina (de 2,48% para 6,98%).
Entre os alimentos, houve uma queda de 0,04%, com destaque para os preços de hortaliças e legumes (-2,05%), tomate (-10,8%), batata-inglesa (-8,35%) e leite longa vida (-4,23%).