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COMÉRCIO FECHADO: Comerciantes e comerciários protestam em Garanhuns contra fechamento de lojas

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Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
17/03/2021 às 17h43
COMÉRCIO FECHADO: Comerciantes e comerciários protestam em Garanhuns contra fechamento de lojas

Cerca de 150 pessoas entre comerciantes e funcionários do comercio participaram na manhã desta quarta-feira (17), de um protesto em frente ao prédio da prefeitura de Garanhuns contra o fechamento do comércio (serviços considerados não essenciais), decretado pelo governador Paulo Câmara na última segunda-feira (15).

De forma pacífica os manifestantes utilizaram um carro de som, faixas e cartazes para protestar contra as mediadas tomadas pelo Governo do Estado. A medida visa controlar o avanço da COVID-19 em todo o Estado.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns (CDL) é contrária as determinações do Governo do Estado anunciadas na última segunda-feira,  em fechar os estabelecimentos comerciais e os serviços considerados não essenciais no período de 18 a 28 de março.

A manifestação deve como objetivo pressionar os governos municipal e estadual para que as lojas continuem abrindo e sejam preservados os empregos. Foi o que destacou o presidente da CDL, Luís Carlos Andrade, que também participou da manifestação e fez usou da palavra.

Em nota divulgada nas redes sociais a Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns (CDL) destacou: “O Poder Público que é o responsável pela saúde e demais bens da essência da vida, também deve ser o responsável pela sobrevivência das Empresas. Quando seus decretos interrompem a produção e o desenvolvimento da economia, queremos sim, responsabilizar o Governo do Estado de Pernambuco pelo alcance negativo de suas ações e que tais medidas certamente trarão prejuízos aos pernambucanos”.

Em Garanhuns já foram registrados 130 óbitos causados pela Covid-19, e 7.319 casos confirmados ao todo, desde o início da pandemia do coronavírus na cidade.

Atualmente na cidade as unidades de saúde que tratam dos casos de Covid-19 estão praticamente lotadas. O Hospital Regional Dom Moura – HRDM está com todos os leitos da UTI ocupados, pois além de receber pacientes de Garanhuns o hospital recebe pacientes de várias cidades do Agreste Meridional.

Abaixo a íntegra da nota da CDL/Garanhuns

NOTA OFICIAL

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Garanhuns – CDL, vem trazer ao público em geral o seu protesto quanto a determinação do Governo do Estado de Pernambuco em fechar o Comércio entre os dias 18 a 28 de março de 2021 EM TODO ESTADO de Pernambuco.

A CDL Garanhuns deixa claro que tem por princípio o bem estar de todos os seus associados e da população de nossa Cidade, apoiando as campanhas de distanciamento social, higienização, utilização de máscara, vacinação e tantas outras medidas que visem à saúde em primeiro lugar, e com propriedade informa que as empresas do comércio de Garanhuns respeitaram todas as normas, inclusive no papel social de educação da população.

Salientamos que mais uma paralização no setor produtivo será bastante nociva para a economia, onde um grande número de empresas que resistiu a paralização do ano passado, provavelmente não irá suportar mais esse obstáculo e encerrará as suas atividades, diminuindo assim mais postos de trabalho em nossa Região.

Acreditamos que o diálogo com os Poderes Públicos e outras medidas preventivas seriam mais eficazes e atenderiam ambas as necessidades, a da luta pela vida e também a preservação dos empregos e contra o fechamento de empresas.

Finalmente, entende esta CDL que o Poder Público que é o responsável pela saúde e demais bens da essência da vida, também deve ser o responsável pela sobrevivência das empresas. Quando seus decretos interrompem a produção e o desenvolvimento da economia, queremos sim, responsabilizar o Governo do Estado de Pernambuco pelo alcance negativo de suas ações e que tais medidas certamente trarão prejuízos aos pernambucanos.

Por fim, clamamos ao Poder Público Municipal e aos nossos representantes junto ao Poder Legislativo em todos os seus âmbitos que utilizem de medidas e prerrogativas formais que levem ao diálogo no sentido maior de preservar a saúde da população quanto a economia e a preservação das vida sem medidas arbitrárias ou decretos incoerentes que, ao contrario de seu sentido maior, só trará prejuízos à população.

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