
Querida amiga Emília,
Você gostava de gente ao seu redor. Aos domingos, em sua casa, o cenário se compunha de mulheres de um lado e homens, a poucos metros, sob a batuta do esposo, duas confrarias.
Falavam sobre tudo, um bom almoço era oferecido no meio da tarde.
Emília apreciava a história, a literatura, fez o lançamento do livro “Pingos de Garanhuns”, de Arlinda da Mota Valença, no Casarão Amarelo, sede do IHGCG. Imaginem minha alegria, em um dia de seu aniversário, apareceu no Instituto Histórico...
Quando presidente do Clube Literário Brasil - Estados Unidos, me pedia para ajudá-la a fazer as reuniões, por quê? Ela era uma administradora nata, reconhecida pelo seu talento. Era seu gosto de compartilhar. Ao se dividir não se tira o brilho, aumenta o brilho próprio.
Minha amiga era uma guerreira, filha legítima de SIMÔA. A simplicidade, a generosidade, a habilidade de conviver com diferenças e o destemor foram usadas no enfrentamento de suas lutas.
Amiga querida, você partiu sem partir, ficamos órfãs de sua alegria e gosto pela vida.
Agradecemos a Deus por você existir, ter compartilhado seus dias entre nós. Agora em nova casa, na casa do PAI, estais bem.
Com afeto,
Ivonete Batista Xavier
Terra de Simôa, 10/03/2021