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A ESTAÇÃO E O RELÓGIO

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Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
23/03/2021 às 21h41 Atualizada em 24/03/2021 às 18h29
A ESTAÇÃO E O RELÓGIO

“Primeiro, porque falo muito daquele dia. Em particular da presença do príncipe, o Conde D'Eu, esposo da princesa Isabel, então regente, aqui, na „Cidade de Simôa?.” (Confira a Crônica completa)

“Na época, depois de muitas gestões junto ao Ministério da Cultura, consegui trazer para Garanhuns uma equipe técnica daquele Ministério que, depois de toda uma semana de trabalho, apresentou seu diagnóstico sobre a antiga Estação.”

“Hoje, conversamos, novamente. Agora, já no Centro. Lembrei-o que o Relógio fora um presente da Princesa Isabel, então regente, como de seu conhecer, e entregue à Garanhuns pelo Conde D'Eu, seu esposo, hoje, há exatos, 130 anos.”

Wagner Marques me lembrava por esses dias que nesse 28 de setembro, o nosso Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti, antiga Estação do Trem de Garanhuns, estará completando 130 anos.

Disse que não tenho como esquecer essa data. Primeiro, porque falo muito daquele dia. Em particular da presença do príncipe, o Conde D'Eu, esposo da princesa Isabel, então regente, aqui, na “Cidade de Simôa”. Segundo, por conta do relógio que a Coroa encaminhara à Garanhuns para equipar e adornar a Estação, inaugurada há exatos 130 anos atrás. E, por derradeiro, porque aquele monumento abrigou a Secretaria de Cultura da Cidade ao tempo da minha gestão, enquanto titular da pasta.

Disse ainda, diante do que me colocara que suas palavras eram oportunas e atuais, e que me remetiam ao tempo em que fui Secretário de Cultura da Cidade.

Na época, depois de muitas gestões junto ao Ministério da Cultura, consegui trazer para Garanhuns uma equipe técnica daquele Ministério que, depois de toda uma semana de trabalho, apresentou seu diagnóstico sobre a antiga Estação, indicando e propondo melhoras às suas instalações.

Esse diagnóstico, peça importante àquele monumento, passei às mãos do gestor da cidade, e ainda hoje, tenho cópia desse documento.

Outro dia, faz poucos, conversei com Cláudio Gonçalves sobre o assunto, e a ele falei sobre o relógio da Estação que encontrei abandonado em depósito da prefeitura. Disse que deixei aquele relógio novinho em folha no Centro. Quem sabe? Até no mesmo local que o recebera há tantos anos. Mas que não o via mais.

Hoje, conversamos, novamente. Agora, já no Centro. Lembrei-o que o Relógio fora um presente da Princesa Isabel, então regente, como de seu conhecer, e entregue à Garanhuns pelo Conde D'Eu, seu esposo, hoje, há exatos, 130 anos.

Mas, ainda hoje, Cláudio me traz uma grande notícia, pouco antes de sua grande palestra. O Relógio foi encontrado e voltará à Estação. Digo: ao Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti de onde nunca devia ter saído. Fiquei feliz, e disse a Cláudio: nesse dia, faço questão de estar presente.

Radiante, saí do Centro para cumprir mais dois compromissos na cidade. Radiante pela notícia de Cláudio quanto ao Relógio e pela palestra que dera em um teatro tomado de jovens.

No trajeto, não saía de minha mente o que ouvira sobre o Relógio, e o que nos ocorrera no começo da década de 60 dos anos de mil e novecentos. As nossas travessuras que custaram a perna de um amigo de infância.

Empresário. Advogado. Acadêmico.

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