O Hospital Ophir Loyola (HOL) recebeu, nesta quinta (3) e sexta-feira (4), os novos profissionais da saúde que integram os programas de residências disponibilizados na instituição. As recepções dos residentes ocorreram nas formas remota e presencial, em diferentes auditórios, locais onde foram acolhidos pelas equipes multiprofissionais da Casa de Saúde. Os novatos devem seguir na instituição por até cinco anos, de acordo com programa e especialidade escolhidos.
No ano 2000, o HOL foi credenciado junto ao Ministério da Educação (MEC), para disponibilizar residências em cirurgia geral, clínica médica, urologia, e radiologia e diagnóstico por imagem. A inauguração e a execução de maneira séria, organizada e bem estruturada foram determinantes para a ampliação do programa, que, atualmente, contempla também as seguintes especialidades: anestesiologia, cirurgia oncológica, endoscopia, mastologia, hematologia e hemoterapia, neurocirurgia, neurologia, neurorradiologia e oncologia clínica.
Além da residência médica, o hospital conta com outros três programas. Na Residência Multiprofissional Oncologia - Cuidados Paliativos, são acolhidos residentes de psicologia, fonoaudiologia, enfermagem, serviço social, nutrição, fisioterapia e terapia ocupacional. Na Uniprofissional em Enfermagem - Atenção ao Câncer, os residentes são preparados para atuação em enfermagem CTI, enfermagem oncológica e enfermagem clínica cirúrgica oncológica. O hospital conta ainda com o Programa de Residência Uniprofissional Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial. Se somados, oferecem 89 vagas a futuros especialistas.
Executados pela Uepa, os processos seletivos, que viabilizaram a chamada dos novos residentes, ocorreu no último quadrimestre de 2021. A ânsia por conhecimento e a expectativa em trabalhar com preceptores referências em suas áreas movem os residentes recém-matriculados. “A minha expectativa é de muito aprendizado e crescimento profissional. Espero me tornar uma profissional de excelência em minha área de especialização, oferecendo um serviço de qualidade ao cliente e sua família. Afinal, eu escolhi o programa de residência do HOL, por saber que é referência em oncologia. Isso foi decisivo”, pontua Deborah Favacho Baia, enfermeira ingressa no Programa de Residência Multiprofissional Oncologia - Cuidados Paliativos.
Enquanto novos residentes reconhecem o lar que os abrigará nos próximos anos, outros finalizam as especializações com a certeza de que carregarão consigo muito aprendizado. “A experiência da residência foi única. No Ophir eu realmente aprendi a ser enfermeiro, compreendendo as responsabilidades por trás da atuação profissional. Foi um bom momento para aprender e absorver novos conhecimentos. Avalio que essa experiência é necessária e torna o profissional diferenciado. Tive a oportunidade de prestar assistência aos pacientes de diversos lugares, culturas e classes sociais, permitindo um grande crescimento profissional e humano”, relata Marcos Risuenho, enfermeiro concluinte do programa de residência em Enfermagem Oncológica.
Por ser habilitado como um Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), o HOL é almejado por muitos profissionais recém-graduados. “A vivência, a experiência e os contatos que eles têm no hospital, sendo acompanhados por profissionais altamente qualificados, é de um valor inestimável. Aqui no HOL todos aprendem a ter autonomia, mas sem esquecer de exercer sempre um tratamento humano e individualizado”, explica Carla de Castro Sant’Anna, Coordenadora de Graduação e Pós-Graduação do HOL.
A visão da gestora é compartilhada por Risuenho. “O que foi decisivo para escolher o HOL foi o fato dele ser um Cacon. Eu sabia que iria encontrar os mais diversos tipos de pacientes com câncer, desde os tumores mais prevalentes aos tumores mais raros. Nessa jornada, contaria com serviços e profissionais altamente especializados. A partir de agora pretendo atuar na área que me especializei, fazer a diferença, e seguir com os estudos. Pois a residência abriu portas e me proporcionou uma visão mais ampla da prática profissional, sobretudo na oncologia”, revela o agora especialista em enfermagem oncológica.
Segundo as diretrizes estabelecidas pelo MEC, a residência pode durar de dois a cinco anos, dependendo da área escolhida. A carga horária de 60h semanais é composta por 80% de prática e 20% de produção teórica. As férias anuais de 30 dias são garantidas por lei e, independente do programa escolhido, todos os residentes devem apresentar o Trabalho de Conclusão de Residência (TCR) a fim de garantir o título de especialista.
Hospital de ensino, com campo de prática da Universidade Estadual do Pará (Uepa), o HOL promove rodízios dos residentes em diversas instituições conveniadas. “Nossa residência é pioneira na Região Norte. Nosso residente sai especialista, podendo vivenciar outros polos, rodízio em outros hospitais dentro e fora do nosso estado. Temos parceria com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) e no HOL o residente sai com formação completa. Aliás, temos egressos que já trabalham no hospital e que já são tutores”, explica a coordenadora da Residência Multiprofissional em Oncologia e Cuidados Paliativos, a mestre Cláudia Martins.
A diretora-geral do HOL, Ivete Vaz, parabenizou os novos residentes e acentuou a competência e a capacidade das instituições como agentes formadores. “A filosofia do HOL é prestar atendimentos de qualidade e ensinar com excelência. Para isso, contamos com profissionais acolhedores e bem capacitados. Os preceptores desta instituição são referências em suas áreas e temos a certeza de que não medem esforços para a formação de residentes respeitados e preparados para atuação em unidades hospitalares de todo o país. É durante esse aprendizado que contaremos com eles para a prestação de atendimentos com qualidade, atenção e excelência, do jeito que nossos pacientes merecem”, ressalta.
Percepções- Quando o assunto é residência, as instituições tendem a ponderar a importância da estrutura hospitalar adequada e da formação de equipes médicas e multidisciplinares atuando em conjunto. Isso contribui não só para a formação do residente, mas para que os pacientes tenham o acolhimento de um profissional com o máximo de preparo.
Diante disso, a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) do HOL, juntamente com a chefia da clínica, realiza mapeamentos constantes e observa as necessidades de cada serviço oferecido no hospital. Foi por meio desse método que a instituição notou a necessidade e, em breve, deve adicionar farmácia a um de seus programas.
Texto: Ellyson Ramos - Ascom / Ophir Loyola